Cidadania do Espírito — uma visão profética de Jesus, por intermédio de João

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro “Jesus e a Cidadania do Espírito”, de outubro de 2019.

Como escrevi em Jesus, o Profeta Divino (2011), o Sábio dos Milênios a todos oferece o ingresso sem tardança a uma nova fase, na qual a vivência da Paz legítima será o existir natural para o Cidadão do Espírito:

O que é a treva senão o obscurantismo? Trata-se da pior ignorância. Dela apenas se pode esperar violência e toda a sorte de dor. Ela é primacialmente resultante da falta do saber fundamental, que vem do Espírito iluminado, porque a cidadania, na realidade, começa no Mundo Invisível. No entanto, quando os governantes das nações compreenderão isso? O governo da Terra tem início no Céu — um dia, o ser humano, em seu próprio benefício, aprenderá essa máxima. Desconhecer a Verdade infinita é sofrer as consequências do pensamento desgovernado*.

Observem que esplêndida visão profética do Cristo, constante de Seu Apocalipse, 1:4 a 6:

Dedicatória às Sete Igrejas da Ásia

“4 João, às Sete Igrejas que se encontram na Ásia: Graça e paz a vós outros, da parte Daquele que é, que era e que há de vir, da parte dos Sete Espíritos que se acham diante do Seu trono,

“5 e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da Terra. Àquele que nos ama, e, pelo Seu sangue, nos libertou dos nossos pecados,

“6 e nos constituiu reino, sacerdotes para o Seu Deus e Pai, a Ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”

Por muito nos amar, conforme grafado no versículo quinto, Ele se sacrificou por nós. E, pelo Seu sangue, isto é, pelos exemplos inauditos de perseverança em Deus, o Senhor da Paz legou-nos ensinamentos transformadores e nos libertou dos nossos pecados, que nada mais são do que o desconhecimento das Leis Divinas. Fez descer à Terra o banho lustral das Lições Excelsas, Cósmicas, origem da Cidadania do Espírito. A tantos quantos buscam mitigar a sede na Inesgotável Fonte disposta a todos pelo Sublime Provedor, Ele concede o direito de acesso a Cidadania Espiritual.

Contudo, somente à medida que nos livramos da ignorância das Normas Eternas, constituímos reino (por conseguinte, Autoridade Espiritual) e sacerdotes (isto é, virtude religiosa) para “Seu Deus e Pai”. Logo, não para um poder fugaz, uma religiosidade efêmera, uma cidadania que será depreciada com a passagem dos séculos.

João e os Espíritos de Deus ainda exclamam no versículo 6: “a Ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”

E chegamos ao versículo sétimo do capítulo primeiro do Apocalipse do Cristo. É extraordinário! Conforta nossas Almas, porque anuncia a Volta Triunfal do nosso verdadeiro, inestimável Amigo Jesus: “Eis que Jesus vem com as nuvens, e todos os olhos O contemplarão, até mesmo os olhos daqueles que O crucificaram. E todas as nações da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (Apocalipse, 1:7).

Graças a Deus! Trata-se da consolidação definitiva da Sociedade Solidária Altruística Ecumênica, a Cidadania Espiritual plena.

Diante disso, todos nós, Cidadãos do Espírito, cônscios do nosso papel nos Universos, clamamos: Ora vem, Senhor Jesus!

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* Pensamento desgovernado — Pensamento sem qualquer disciplina ética, cujo bom senso protegeria a criatura humana de incontáveis equívocos com prejuízos à sua saúde espiritual e material. Outras explicações no segundo volume das Sagradas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo (1990) e no livro A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (2018).

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.