Paz, oração e vigilância

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro “Jesus e a Cidadania do Espírito”, de outubro de 2019.

O pastor Martin Luther King Jr. (1929-1968), destacado batalhador pela igualdade de direitos civis nos Estados Unidos, em discurso proferido a 10 de abril de 1957, na cidade de Saint Louis, Estado de Missouri, declarou com precisão: “A verdadeira paz não é meramente ausência de tensão, é a presença da justiça”.

Está certo o intrépido lidador da causa da filosofia de não violência, pois a Paz é um dos mais potentes talentos de Deus, sinônimo de Amor e de Justiça firmados na Verdade. Tudo deve convergir para ela e dela se expandir. Nada tem a ver com covardia, mas com bom senso e ação fraterna eficiente. “Vigiar e orar” (Boa Nova, consoante Marcos, 14:38) é valioso ensinamento de Jesus Ecumênico, o Divino Estadista, para alcançar, com forte decisão e grande paciência, a Paz.

Admoestou o Cristo de Deus: “Estai de sobreaviso, vigiai e orai, porque não sabeis quando é chegado o tempo do Julgamento Final” (Evangelho, consoante Marcos, 13:33).

Alziro Zarur interpretava o vigiar também como trabalhar. Então, dizia: “Orai e vigiai; isto é, orai e trabalhai”. São Bento (480-547), por sua vez, tornou princípio fundamental de sua Ordem o “Ora et labora” [“Ora e trabalha”].

A jovem escritora judia alemã Anne Frank (1929-1945) deixou registrados em seu diário ideais pacíficos, mesmo sofrendo a pungência da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Eis seu corajoso testemunho, alertamento para os que ainda se comprazem num pessimismo que só faz aumentar as enfermidades sociais e físicas dos povos: “Apesar de todos e de tudo eu ainda creio na bondade humana”.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.