Einstein, Planck e a frequência do Espírito

Fonte: Entrevista concedida pelo Irmão Paiva à jornalista Ana Serra, em 19 de setembro de 2008. | Atualizada em setembro de 2020.
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Albert Einstein

Quando Albert Einstein (1879-1955) revolucionou a Física com sua teoria relativística, compreendida na extraordinária equação E = mc2, ninguém pôde mais referir-se à massa e à energia como coisas distintas, porque uma é a outra em condição diversa. Da mesma forma, o pai da física quântica, Max Planck (1858-1947), enunciou* o E = hν, trazendo outra equivalência entre grandezas científicas. Trata-se, portanto, de uma questão de frequência. Assim, mutatis mutandis, ocorre entre matéria e Espírito. O corpo humano (massa), você vê, toca, sente o cheiro, ouve, e de tal modo “comprova” uma “realidade” palpável. Com a energia (Espírito), isso não sucede. Porém, não significa que ela, a energia, não exista, pois o efeito de sua ação se espalha por toda parte. Emmanuel (Espírito), no prefácio de Nos domínios da mediunidade, de autoria de André Luiz (Espírito), na psicografia de Chico Xavier (1910-2002), afirmou que: “Cada criatura com os sentimentos que lhe caracterizam a vida íntima emite raios específicos e vive na onda espiritual com que se identifica”.

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Max Planck

E as ondas carregam o que, senão energia e frequência?!

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André Luiz (Espírito) e Chico Xavier

Nossos cinco sentidos materiais comumente conhecidos é que são, por enquanto, bastante falhos diante da ocorrência verdadeira (ainda) invisível que nos cerca. Exceção apenas aos que têm especial sensibilidade mediúnica, o chamado sexto sentido — que pode muito bem não ser o último —, para captar do Mundo Espiritual o que o ser terreno comum até agora não assinala.

Negar o Espírito é repudiar o átomo

Se vamos contestar a presença viva dos Espíritos, comecemos então por negar a existência do átomo, que continua imperceptível aos olhos humanos desarmados, mas é real. Isso pode parecer uma coisa louca para a mentalidade afeita a prosseguir agindo sob o orgulhoso pensamento geoantropocêntrico, mesmo sabendo não ser a Terra o centro do Universo e o ser humano, uma fração de fração de fração do Cosmos. 

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Graça Aranha

Graça Aranha (1868-1931), o célebre autor de Canaã, um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL), abre-nos a mente para o infinito do saber ao declarar que “a marcha da Ciência é como a nossa na planície do deserto: o horizonte foge sempre”.

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Da busca intelectual à busca espiritual

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Galileu Galilei

Ora, a Ciência é uma busca intelectual constante. Dia virá em que todos compreenderão que seu supremo apanágio deve ser o da busca espiritual permanente. Como afirmamos aqui, há uma Ciência das esferas divinas além da Ciência da dimensão humanaAdemais, há muitos pensadores e acadêmicos que corajosamente se dedicam ao desvelamento desses considerados “mistérios”. Encontram-se — enfrentando tabus alimentados pelos seus próprios iguais — no caminho certo, que vanguardeiros cientistas de escol vêm trilhando pelos séculos. Um exemplo geral que nem carece de justificativa é o de Galileu Galilei (1564-1642). Já se vão mais de 400 anos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas pelo avô da física.

* ... e enunciou o E = hv — Esta fórmula se traduz assim: energia é igual à constante de Planck multiplicada pela frequência.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.