Legião da Boa Vontade e a Ideologia do Bom Samaritano

Uma bela e comovente lição do Cristo

Fonte: Revista BOA VONTADE, edição 197, de janeiro de 2005 | Atualizado em janeiro de 2020.
Arquivo pessoal

Bruno Simões de Paiva

Falando a uma simpática plateia, no ano de 1991, em Portugal, revelei-lhe que, na minha meninice, a primeira notícia pela qual tive conhecimento da Bíblia Sagrada, em particular a Boa Nova de Jesus*1, veio por intermédio de meu saudoso pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000). Ele me falou sobre uma comovente história contada ao povo pelo Cristo de Deus: a Parábola do Bom Samaritano. E a leu para mim. A passagem se encontra no Evangelho, segundo Lucas, 10:25 a 37:

25 E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-Lhe: Mestre, que farei para herdar a Vida Eterna?

26 Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como a interpretas?

27 A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua Alma, e de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e amarás teu próximo como a ti mesmo*2.

28 Jesus, então, lhe respondeu: Disseste-o bem; faze isso, e viverás.

29 E o doutor da lei, contudo, querendo justificar-se a si mesmo, questionou-Lhe: Mas, Jesus, quem é o meu próximo?

30 O Mestre replicou-lhe, contando-lhe uma parábola: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, retiraram-se, deixando-o semimorto.

31 Descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.

32 E de igual modo um levita chegando àquele lugar e, avistando o pobre homem, passou também de largo.

33 Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, fitando-o, tomou-se de infinita compaixão;

34 e, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre um animal de sua propriedade, levou-o para uma estalagem e cuidou dele.

35 No outro dia, partindo, tirou dois denários [antiga moeda romana], e deu-os ao dono da hospedaria e lhe disse: Cuida bem deste ferido, e tudo o que de mais gastares, eu te pagarei quando aqui voltar.

36 Qual, pois, destes três — perguntou Jesus ao homem da lei — te parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

37 Ao que o doutor da lei Lhe respondeu: Claramente o que usou de misericórdia para com ele. Disse-lhe, então, calmamente Jesus: Vai, pois, e faze da mesma forma.

Domenico Fetti (1589-1623)

Título da obra: A parábola do bom samaritano.

Ao reler essa passagem, medito, profundamente tocado em minha Alma, sobre mais esta bela lição do Sábio dos Milênios, Aquele que se dispõe a socorrer qualquer necessitado em suas agruras e que realmente me despertou para o valor espiritual abrangente — neste mundo e no outro — da Solidariedade. Também me fez disposto, de todo o coração, ainda adolescente, a participar dessa sacrossanta empreitada — Legião da Boa Vontade — sem jamais dela desertar. Afinal, aprendemos com Jesus a persistir até o fim: “Na vossa perseverança, salvareis as vossas Almas” (Evangelho de Jesus, segundo Lucas, 21:19).

Aliás, para os de Boa Vontade, ser obstinado nos Sagrados Preceitos do Senhor significa desenvolver-se além do chamado fim humano, porque a vida continua, pois os mortos não morrem! Nem os Irmãos ateus — entre os quais se encontram criaturas de esmerada generosidade — perecem para a Eternidade, como descobrirão, pasmados, ao atravessar a fronteira entre as esferas material e espiritual.

Ora, estou há todas essas décadas nas lides das Instituições da Boa Vontade e intensamente feliz ao lado de vocês, por poder prestar serviço a esta Causa Sublime, cujo lema, criado pelo proclamador da Religião Divina, Alziro Zarur (1914-1979), é, desde os seus primórdios, trabalhar por um Brasil melhor e por uma humanidade mais feliz”.

O que me sustenta é a pertinácia ensinada por Jesus, o Operário Divino, em Sua Boa Nova de libertação: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Evangelho, segundo Mateus, 24:13).

Servir o Rabi da Galileia — isto é, vivenciar plenamente Seus Ideais Sublimes — não é sacrifício. É privilégio, porque dota nossa existência de “Caminho, Verdade e Vida”.

Disse Jesus, o Excelso Condutor de nossos destinos: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Evangelho, segundo João, 14:6).

Arquivo BV

Goethe

Sempre carrego na mente uma grave advertência do filósofo Goethe (1749-1832), gênio alemão que iluminou o mundo nos séculos 18 e 19. Escreveu o autor de Fausto*3:

— Conhecer não é o bastante, precisamos aplicar. Desejar não é o suficiente, precisamos fazer.

Por isso, quando me perguntam qual é a minha ideologia, prontamente respondo: a Ideologia do Bom Samaritano. Recomendo a todos os Cidadãos do Espírito que também a adotem como tal.

A verdadeira Cidadania Espiritual e Solidária

Voltando à lição da “Parábola do Bom Samaritano”, vemos no comportamento desse homem — representante de uma comunidade desprezada naquele tempo — a verdadeira forma de viver do Cidadão do Espírito, portanto, solidário que há décadas pregamos.

Esse homem caído na estrada, todo ferido, quase morto simboliza a própria sociedade. Visto que muitos passaram ao largo das multidões dos enfermos e combalidos, dos salteados e explorados ao longo dos séculos, a samaritana Legião da Boa Vontade se apresentou e está tratando as chagas, curando as doenças, mitigando a sede, alimentando os famintos, levantando os desvalidos... Isso é Política de Deus, a Política para o Espírito Eterno do ser humano — a vivência plena da Caridade Completa (Material e Espiritual). Quem não souber as Normas do Governo do Cristo, expressas em Seu Santo Evangelho-Apocalipse, não poderá governar coisa alguma. Aos Seus discípulos, Ele ordena: “Ide e pregai, dizendo: É chegado o Reino dos Céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios, dai de graça o que de graça recebeis. Vesti os nus, alimentai os famintos, amparai as viúvas e os órfãos (Evangelho, segundo Mateus, 10:7 e 8; Epístola de Tiago, 1:27).

Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, é a cura de que a humanidade precisa.

Essa passagem bíblica evidencia que não basta unicamente instruir e educar. É imprescindível reeducar com espírito ecumênico, isto é, sem ódios, para que se alcance a espiritualização da criatura, bem como exprimir a todos os seres espirituais e humanos a importância da Compaixão, da Solidariedade, da Generosidade, do Entendimento para que haja povos realmente cordiais. Daí pregarmos a globalização do Amor Fraterno.

O desafiante Voltaire (1694-1778) afirmou em Ériphyle, ato II, cena 1:  “Os mortais são iguais. Não é o nascimento, mas apenas a virtude que estabelece a diferença entre eles”.

Cícero (106-43 a.C.), um dos mais respeitados oradores e pensadores políticos romanos, vem ao encontro do meu raciocínio ao asseverar que:

— A piedade, tal como as outras virtudes, não pode ter nenhuma conexão com demonstração vã ou dissimulação. E, sem a piedade, nem a santidade nem a religião podem se sustentar. A subversão total da piedade será acompanhada invariavelmente de grande confusão e perturbação na vida.

Não foi sem motivo que o Divino Mestre Jesus tanto combateu a hipocrisia. Com Ele, aprendemos que fazer o Bem deve ser permanente estado de Alma do Cidadão Espiritual.

Qualidades comuns aos idealistas

Esses exemplos que lhes apresento podem parecer românticos aos pragmáticos. Naturalmente que me refiro aos sem-Fraternidade, pois existem os que têm a Alma cheia de sentimentos benévolos. Aliás, certa vez eu disse a um grupo de amigos o seguinte: Ser idealista na Bondade, sim. Mas, por favor, com talento e pragmatismo. É preciso ter ideal e, sobretudo, ser capaz de realizá-lo bem, para continuar merecendo as bênçãos de Deus.

O Brasil virá a tornar-se, num crescendo, Coração do Mundo e Pátria do Evangelho-Apocalipse Ecumênicos, até que essas qualidades sejam comuns entre seus habitantes. Então, verdadeiramente se transformará no celeiro do planeta. Não apenas do fruto que se ceifa do chão, mas também daquele que se colhe da Alma.

Ao aludir à Boa Nova de Jesus, quero deixar claro que não a compreendo como se fora atributo de uma parte privilegiada da humanidade. A linguagem moral e, sobretudo, espiritual que Ele transmite pertence a todos os corações que batalham por um mundo mais cordato.

E, em todas as eras, muitas figuras exponenciais da história tiveram como tema de suas reflexões os mais admiráveis sentimentos que o ser humano pode expressar.

Numa época de tanto hedonismo, é bom recordar alguns deles:

— O Bem nunca será vencido pelo mal.
Alziro Zarur (1914-1979)

— Jamais alcançareis a virtude, até que façais caridade com aquilo que mais apreciardes. E sabei que, de toda caridade que fazeis, Allah bem o sabe.
Profeta Muhammad (570-632) — (Alcorão Sagrado, 3a Surata, versículo 108)

— Se os homens puserem o dever em primeiro lugar e o êxito depois, não melhorarão o caráter?
Confúcio (551-479 a.C.) – (Analectos, 12:21)

— A todos os que sofrem e estão sós, dê sempre um sorriso de alegria. Não lhes proporcione apenas os seus cuidados, mas também o vosso coração.
Madre Teresa de Calcutá (1910-1997)

— O ódio não destrói o ódio; só o amor destrói o ódio. Essa é uma lei eterna.
Buda (aprox. 563-483 a.C.) – (Dhammapada, 1:5)

— A felicidade não reside em rebanhos nem em ouro: a alma é a morada do destino do homem.
Demócrito (460-370 a.C.)

– Não pode haver nenhuma libertação do pensamento humano, nem mesmo a expansão das descobertas científicas, enquanto não for reconhecida a existência do Espírito.
Helena Blavatsky (1831-1891)

— A felicidade é o destino daquele que trabalha pela felicidade dos outros.
Zoroastro (628-551 a.C.) — (Yasna, 43:1)

— Sempre que puder, fale de Amor e com Amor para alguém. Faz bem aos ouvidos de quem ouve e à Alma de quem fala. (...) No Amor e na Fé encontraremos as forças necessárias para a nossa missão.
Irmã Dulce (1914-1992)

— O trabalho social precisa de mobilização das forças. Cada um colabora com aquilo que sabe fazer ou com o que tem para oferecer. Desse modo, fortalece-se o tecido que sustenta a ação e cada um sente que é uma célula de transformação do país.
Zilda Arns (1934-2010)

— Aquele que transforma em beleza todas as emoções, sejam de melancolia, de tristeza, prazer ou dor, vive na perpétua alegria.
José Pereira da Graça Aranha (1868-1931)

— Onde quer que haja um ser humano, haverá oportunidade para sermos generosos.
Sêneca (4 a.C.-65 d.C.)

— A construção de um mundo pacífico não é coisa que se possa realizar redigindo um tratado. É preciso tempo para elaborar as relações entre os seres humanos; mas, se aspirarmos à Paz, isso deve ser feito.
Eleanor Roosevelt (1884-1962)

— Grandeza e bondade não são meios, são fins.
Samuel Taylor Coleridge (1772-1834)

— Toda a humanidade é apenas uma família, espalhada sobre a face de toda a terra. Todas as pessoas são irmãs e devemos nos amar como tal.
Fénelon (1651-1715)

— A gratidão é a memória do coração.
Jean Massieu (1772-1846)

— Não há vida feliz, individual ou coletiva sem ideal.
Anália Franco (1856-1919)

— Na justiça estão compreendidas todas as virtudes.
Teógnis de Mégara (Século VI a.C.)

— Não há nada que tão bem refresque o sangue como uma boa ação.
Jean de La Bruyère (1645-1696)

—  As árvores têm sido parte essencial de minha vida e me ensinaram muitas lições. Elas são símbolos vivos de paz e esperança. Uma árvore tem suas raízes no chão e, mesmo assim, ergue-se para o céu. Ela nos diz que, para ter qualquer aspiração, precisamos estar bem assentados e que, por mais alto que possamos chegar, é de nossas raízes que tiramos nossa base de sustentação.
 Wangari Maathai (1940-2011)

— Se o gênio é uma grandeza, a bondade é uma excelência; o homem mais digno é aquele que mais se preocupa com o bem geral, procurando, com a força do seu espírito, corrigir os males e minorar o sofrimento dos infelizes.
Coelho Neto (1864-1934)

 

Recordo-me, também, de um aforismo do filósofo, advogado e político anglo-irlandês Edmund Burke (1729-1797) perfeitamente aplicável ao que lhes digo:

— Para que o mal vença, basta que os homens de bem fiquem de braços cruzados.

Naturalmente que, com essas palavras, Burke está combatendo o mal da covardia. Contra esse mesmo sentimento paralisante, o pastor e ativista político Martin Luther King Jr. (1929-1968) proferiu o seguinte alerta, caso as providências pelo fim das segregações sociais não fossem diligentemente tomadas nos Estados Unidos: 

— A história haverá de registrar que a maior tragédia desse período de transição social não foi o clamor estridente das pessoas más, porém o assustador silêncio das pessoas boas. A nossa geração terá de arrepender-se não apenas pelos atos e pelas palavras dos filhos da treva, mas também pelos medos e pela apatia dos filhos da luz.

O líder do movimento dos direitos civis dos negros vale-se da grave lamentação de Jesus Cristo, em Seu Evangelho, segundo Lucas, 16:8, quando admoesta contra a omissão: 

— Os filhos do mundo são mais perspicazes do que os filhos da Luz.

Ajusta-se bem aqui pensamento do saudoso advogado, professor e escritor dr. Leon Frejda Szklarowsky (1933-2011), que foi conselheiro consultivo do Fórum Mundial Espírito e Ciência*4, da LBV, pois, se defendemos a Paz, o mesmo não fazemos no tocante a complacência com o erro: “A impunidade é a matriz e a geratriz de novos e insensatos acontecimentos e o desmoronamento do que ainda resta de bom na alma humana”.

Sobre a correta forma de evitar um estado de negligência, o físico, matemático e filósofo francês Blaise Pascal (1623-1662) adverte para a necessária simetria entre o vigor e a retidão: “A justiça sem a força é impotente; a força sem a justiça é tirânica. (...) É preciso, pois, que se ponham em harmonia a justiça e a força, para ser justo o que é forte e ser forte o que é justo”.

Exato. E essa corrente de Solidariedade, que a LBV movimenta em todo o globo por meio de sua forte mensagem e de contundentes exemplos de Fraternidade Ecumênica, visa dotar a criatura humana desse equilíbrio. Isso me faz lembrar de uma reflexão do jornalista inglês, o democrata Thomas Paine (1737-1809), no seu influente livro O Senso Comum e a Crise, no qual ressalta que o ser humano, por menos expressivo que se considere ou por mais difíceis que sejam as condições a se enfrentar, possui qualidade que, somada à dos outros, resulta no benefício de uma causa, mesmo sendo ela a mais exigente: “Nosso apoio e sucesso dependem de uma variedade tão grande de homens e circunstâncias, que todas as pessoas, podendo pouco mais que desejar o bem, são de alguma utilidade.

Na convergência da máxima de Paine, é possível ir além e concluir que, quando o motivo é justo, o ser humano comum luta como um leão. Não precisa ser herói. O ser humano comum é o herói — a exemplo do Bom Samaritano.

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*1 Boa Nova de Jesus — Evangelho significa Boa Nova, Boa Notícia.

*2 Deuteronômio, 6:5; e Levítico, 19:18.

*3 Fausto — Conhecida obra de Goethe foi produzida em duas partes, tendo sido escrita e reescrita ao longo de quase 60 anos. A primeira parte — mais famosa — foi publicada em 1808 e a segunda, em 1832 — às vésperas da morte do autor. Considerado símbolo cultural da modernidade, “Fausto” é um poema de proporções épicas que relata a tragédia do dr. Fausto, homem das ciências que, desiludido com o conhecimento de seu tempo, faz um pacto com o demônio Mefistófeles, que o enche com a energia satânica insufladora da paixão pela técnica e pelo progresso.

*4 Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV — Este Fórum iniciou suas atividades no ano de 2000, quando se reuniram, entre os dias 18 e 21 de outubro, em Brasília/DF, durante a primeira sessão plenária, pesquisadores de tradições espirituais e de diversas áreas da Ciência, a fim de desenvolver o tema  “Ciência e Fé na Trilha do Equilíbrio”. O encontro foi idealizado pelo diretor-presidente da Legião da Boa Vontade, o escritor, radialista e jornalista José de Paiva Netto, e promovido pelo Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica — o ParlaMundi da LBV. Seus principais objetivos são: a) fomentar o intercâmbio entre o conhecimento científico e as várias tradições religiosas e espiritualistas sobre o Espírito Eterno do ser humano; b) estruturar novos paradigmas para o desenvolvimento sustentado de uma sociedade fraterna, solidária e equânime a partir de uma perspectiva espiritual e ecológica que garanta a Paz Mundial; e c) construir políticas com base nas convergências estabelecidas entre Espiritualidade e Ciência, consolidá-las em projetos, publicá-las e encaminhá-las aos respectivos órgãos de competência pública e privada, com ampla divulgação por todos os meios de comunicação.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.