A guerra esfriou alguma coisa?

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro “Jesus e a Cidadania do Espírito”, de outubro de 2019. | Atualizada em setembro de 2021.

Nosso labor é sempre chegar ao coração generoso do povo. É hora da conciliação que promova justiça social aos desfavorecidos do mundo, o que apenas poderá ocorrer quando governados e governantes alcançarem o real significado da luminosa mensagem do Novo Mandamento de Jesus “Amai-vos como Eu vos amei”, que é o Amor elevado à sua quintessência. Apenas o seu forte recado de Esperança é capaz de conter a ameaça de um conflito de proporções globais.

A guerra fria, por exemplo, em pouco ou nada arrefeceu rancores e ódios humanos, sociais, políticos, econômicos, religiosos.

O 32o presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), em 5 de setembro de 1939, alguns dias após a lamentável irrupção da Segunda Guerra Mundial — que se deu em 1o de setembro, com a invasão da Polônia pelas tropas alemãs, comandadas por Hitler —, dirigiu-se aos norte-americanos em discurso transmitido pelo rádio, no qual preveniu: “Quando a paz é quebrada em qualquer lugar, a paz de todos os países de todos os lugares é ameaçada”.

Conforme escrevi em Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987) e também na Folha de S.Paulo, em 11 de dezembro de 1988, o combate à violência no mundo começa na luta contra a indiferença à sorte do vizinho. Não sou pessimista, acredito no futuro. Mas ainda há insegurança e crueldade por toda a parte.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.