Vamos Falar com Deus — A Prece

Se Deus criou a água, por que não pode fluidificá-la?

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro "As Profecias sem Mistério", de 1988. | Atualizada em maio de 2019.
Arquivo BV

Alziro Zarur

Desde o princípio da pregação do saudoso Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Alziro Zarur (1914-1979), que é anterior à LBV (fundada em 1o de janeiro de 1950 — Dia da Paz e da Confraternização Universal), e durante o programa Vamos Falar com Deus, os seus ouvintes colocam ao lado do rádio um copo, um jarro, o que seja, com água, para que, durante aqueles momentos de comunhão com o Poder Superior, pela fluidificação do precioso líquido, todos os que tenham Fé recebam, na razão direta do merecimento de cada um, a graça do Pai Celestial.

André Fernandes

A Religião Divina, diariamente, durante a sua poderosa Corrente de Orações, fortalece os Espíritos e ilumina as mentes, por meio dos ensinamentos do Apocalipse e do Evangelho de Jesus. Com isso, mostra aos seus ouvintes e seguidores [telespectadores e internautas] que, se Deus fluidificava as águas do Rio Jordão e do poço de Siloé para curar os enfermos nos tempos bíblicos, por que não poderá fluidificar a água colocada junto ao receptor no horário do PBV — Programa Boa Vontade? Ora, como ensinou o Divino Chefe: “Tudo é possível àquele que crê” (Evangelho, segundo Marcos, 9:23).

Quando Zarur deu início ao programa Vamos Falar com Deus, alguns diziam que era pretensioso, ou estava louco, porque afirmava que a criatura podia falar com o Criador. Então, Jesus estaria doido primeiro, porque, quando Lhe pediram: “Mestre, ensina-nos a orar”, Ele ensinou o Pai-Nosso (Evangelho, segundo Lucas, 11:1 a 4), que é a Oração Ecumênica por excelência. Todos podem entoá-la, sem ferir os postulados da sua crença, visto que se trata de um filho, um suplicante, dirigindo-se a seu pai. Até mesmo os irmãos ateus, como expliquei também em Reflexões da Alma (2003), da Editora Elevação, podem fazê-lo, pois, se não acreditam num Poder Celeste, certamente louvam a Ética, a Fraternidade, a Solidariedade, a Compaixão, a Generosidade, a que devem elevar sua consciência. Por isso é conhecida como Pai-Nosso, de religiosos e ateus, a Prece milenar do Cristo de Deus.

Divulgação

Dom Bosco   

Jesus disse: Pai Nosso.

 

Repararam que é Pai Nosso? Pai de todos, como destacava Dom Bosco (1815-1888), já no século 19. Jesus não falou Pai meu. Ele disse “Pai Nosso, que estais no Céu”.

Pai-Nosso — A Oração Ecumênica de Jesus

(Evangelho, segundo Mateus, 6:9 a 13)

Tela: Heinrich Hofmann (1824-1911)

Título da obra: Cristo no Getsêmani.

“Pai Nosso, que estais no Céu [e em toda parte ao mesmo tempo], santificado seja o Vosso Nome. Venha a nós o Vosso Reino [de Justiça e de Verdade]. Seja feita a Vossa Vontade [jamais a nossa vontade], assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje [o pão transubstancial, a comida que não perece, o alimento para o Espírito, porque o pão para o corpo, iremos consegui-lo com o suor do nosso rosto]. Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoarmos aos nossos devedores. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder e a Glória para sempre. Amém!”

Por que é Ele quem completamente sacia a nossa fome, incluída a de Paz, da qual as nações do mundo andam correndo atrás sem conseguir alcançá-la?

Tela: Gaston La Touche (1854-1913)

Detalhe da obra: A Santa Ceia.

Porque Ele é o Pão Vivo que desceu do Céu, como destaca o capítulo sexto do Evangelho do Cristo, consoante a narrativa de João, versículos de 48 a 51:

48 Eu sou o Pão da Vida!

49 Vossos pais comeram o maná no deserto, mas morreram.

50 Este é o Pão que desce do Céu, para que se coma dele e não se morra!

51 Pois Eu sou o Pão Vivo que desceu do Céu. Se alguém dele comer, viverá eternamente; e o Pão que Eu darei para a vida do mundo é a minha carne.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.