A defesa de todos nós

Fonte: Jornal A Tribuna Regional, de Santo Ângelo/RS, edição de 30 de maio de 2013, sexta-feira.

No livro Cidadania do Espírito (2001), explicitei trechos do meu pensamento sobre Educação e Espiritualidade:

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Booker T. Washington.

Escreveu o grande educador norte-americano Booker T. Washington (1856-1915), primeiro presidente da lendária Escola de Tuskegee, decidido a criar condições melhores de progresso para os ex-escravos e seus descendentes e para os indígenas, pelos quais também trabalhou, a partir principalmente da Educação: “Não há defesa ou segurança para nenhum de nós, a não ser na inteligência e desenvolvimento superior de todos”.

É evidente que isto, hoje, se aplica a toda a raça humana, o Capital de Deus, como certamente desejava, na profundidade do seu ideal, o infatigável dr. Booker, cuja Alma imaginava um futuro em que o racismo não constituísse o refúgio da insignificância.

Quem faz o pão...

A Economia não pode ser o reino do egoísmo. Ora, ela existe para beneficiar a Terra e seus povos, compartilhando decentemente os bens da produção planetária. Se isso, porém, não ocorre, é porque se faz necessária uma mudança ético-espiritual de mentalidade, também pelo prisma do Novo Mandamento de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, que ensina que nos devemos amar como Ele nos tem amado (Evangelho, segundo João, 13:34). E que nos adverte deste modo:

“Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros” (Boa Nova, consoante João, 13:35).

E dá a medida desse sentimento ao definir: “Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos” (Evangelho, segundo João, 15:13).

Senão os predadores das multidões podem ganhar a batalha, que a eles no devido tempo da mesma forma consumirá. O desprezo às massas populares é multiplicação de desesperados. Certamente, alguém já concluiu que — quem faz o pão deve igualmente ter direito a ele.

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Haveremos de assistir à época em que a Economia terrestre será bafejada pelo espírito de Caridade, porque a Luz de Deus avança pelos mais recônditos ou soturnos ambientes do pensamento e da ação humanos.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.