
- José de Paiva Netto, escritor, jornalista e radialista. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV).*
Vinte e um de janeiro, Dia Mundial da Religião, oferece-nos uma oportunidade para refletir sobre a importância de vivermos em todo o planeta a Democracia Religiosa — a liberdade de cada um de seguir o caminho que achar melhor para si, procurando não conflitar com quem quer que seja por causa de crença ou descrença. Vivamos a Fraternidade Ecumênica. É o que igualmente pensava o saudoso papa João Paulo II (1920-2005), porquanto afirmou em viagem apostólica à Índia, em novembro de 1999: "A liberdade de praticar ou mudar de religião deve ser considerada um direito fundamental do ser humano".
Oportuno, então, o significativo passo dado recentemente pelo governo federal do Brasil, por intermédio da ministra Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos), ao lançar, em 30 de novembro de 2011, a campanha "Democracia, Paz, Religião — Respeite".
Outra iniciativa é o Comitê de Diversidade Religiosa, criado para facilitar o diálogo entre representantes de diferentes religiões e entre pessoas que não têm religião. Com isso, promove-se o debate sobre políticas públicas com foco no reconhecimento de diferenças, na promoção da diversidade e principalmente na superação da intolerância. A Cruzada de Religiões Irmanadas, que Alziro Zarur (1914-1979) deu início na década de 1950, foi realmente um decisivo avanço para se alcançar essa Paz que todos almejam.
Tolerância religiosa em pautaAliás, foi realizada em Brasília/DF, de 12 a 14 de março de 2012, a primeira Reunião Ordinária do Comitê de Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). A solenidade de abertura teve a participação da ilustre ministra Maria do Rosário, da SDH.
Integrante do comitê, a Religião de Deus — que tem como fundamento e prática o Ecumenismo dos Corações — levou sua contribuição aos trabalhos dessa louvável iniciativa do governo brasileiro.
- Foto: Clayton Ferreira

Relata-me Émerson Damásio, diretor administrativo da Religião de Deus, "um dos grandes objetivos da reunião foi o estudo do PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos) e das Ações Programáticas relativas à Diversidade Religiosa, constantes do Objetivo estratégico VI do PNDH-3, em especial: 'a. Instituir mecanismos que assegurem o livre exercício das diversas práticas religiosas, assegurando a proteção do seu espaço físico e coibindo manifestações de intolerância religiosa. b. Promover campanhas de divulgação sobre a diversidade religiosa para disseminar cultura da paz e de respeito às diferentes crenças. c. Estabelecer o ensino da diversidade e história das religiões, inclusive as derivadas de matriz africana, na rede pública de ensino, com ênfase no reconhecimento das diferenças culturais, promoção da tolerância e na afirmação da laicidade do Estado'".
Que esse esforço, vencidas quaisquer distinções, alcance pleno sucesso. Havendo respeito entre as diferentes crenças e culturas, o bom e produtivo diálogo se estabelece em todos os setores da sociedade.
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* José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central.