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Independência e Novo Mandamento

Artigo publicado no Jornal de Brasília, terça-feira, 07 de setembro de 2010.

Foi num 7 de Setembro, ano de 1959, que o jornalista e radialista Alziro Zarur (1914-1979) fez, em Campinas/SP, no Hipódromo do Bonfim, a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros” (Evangelho segundo João, 13:34 e 35).

O dia escolhido por ele não poderia ser mais apropriado. Quando se comemora a independência política de nosso país, necessário se tornava, firmado no espiritualmente revolucionário Mandamento Novo do Cristo Ecumênico, o Sublime Estadista, convidar a população também a refletir sobre os preceitos apresentados por Jesus, estrutura pela qual podemos construir um mundo novo. Por quê?! Porque o governo da Terra começa no Céu. Não parece, mas é.

  • Vista parcial da multidão presente na Proclamação do Novo Mandamento de Jesus, feita pelo saudoso Irmão Alziro Zarur, em Sete de Setembro de 1959, em Campinas, SP, Brasil.




AS CURAS DE JESUS
O médico-evangelista Lucas relata que “Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os espíritos malignos se retiravam”.

  • Jesus, o Cristo Ecumênico.
Ao reler essa passagem dos Atos dos Apóstolos de Jesus, 19:11 e 12, recordei-me de uma página de “A face oculta – Inusitadas e reveladoras histórias da Medicina”, de autoria do médico e escritor gaúcho Moacyr Scliar, cujo título destaca “As curas de Jesus”. Trata-se de capítulo instrutivo de uma obra que prende totalmente a atenção de quem a lê. Eis alguns de seus preciosos trechos:

"Ao longo de sua passagem pela Terra, a figura de Jesus vai se modificando: temos primeiro o bebê que nasce na manjedoura, depois o menino que assombra os sábios no templo, depois o pregador que arrebata multidões, o líder irado que expulsa os vendilhões. E há também – muito importante – o Jesus que cura: ‘Eis que se aproximou um leproso, prostrou-se diante dele e disse: Senhor, se quiseres, poderás limpar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o e disse: Quero, fica limpo. No mesmo instante o homem ficou livre da lepra’ (Mateus, 8:1). A esta cura seguem-se muitas outras: coxos, aleijados, cegos. O ápice desta sequência é a ressurreição de Lázaro, em que a própria morte é derrotada. Numa época em que a medicina praticamente inexistia, as curas de Jesus arrebatavam multidões.
  • Foto: Site oficial
  • Dr. Moacyr Scliar


"Mesmo porque nisso, como em outras coisas, Jesus era revolucionário. O Antigo Testamento fala muito sobre o corpo e suas doenças, mas detém-se sobretudo nas medidas sanitárias. (...) A doença, sobretudo a doença epidêmica, é vista como castigo divino, e não é de admirar que o Senhor recorra às pragas para intimidar o Faraó. Por outro lado, há muitas regras para manter a saúde: regras de limpeza corporal, regras dietéticas, regras sobre como vestir. Não há curas, muito menos mágicas. A exceção é o episódio em que o profeta Elias ressuscita uma criança; curiosamente Elias, que foi arrebatado ao céu num carro de fogo, é considerado um precursor de Jesus”.

Eliseu, discípulo de Elias, faz sarar o general Naamã. Era leproso. O profeta mandou-o lavar-se no rio. Curou-se.

E prossegue o dr. Scliar:

  • Reprodução da capa da obra literária do escritor gaúcho Moacyr Scliar
"Em resumo: o Antigo Testamento é o domínio da saúde pública; o Novo Testamento introduz a medicina curativa, individual.

"O cristianismo herdou de Jesus a tarefa de cuidar dos doentes. Os hospitais foram, caracteristicamente, instituições cristãs e durante a Idade Média os frades eram os depositários da medicina. Com o que uma imensa necessidade social era atendida, como o demonstram, no Brasil, as Santas Casas".

Parabéns ao ilustre dr. Moacyr Scliar. Focalizou um assunto muito importante e de maneira toda especial. Presta-se a vários estudos essa esclarecida visão dos Antigo e Novo Testamentos.
Comentários
Marta Junior - Rio de Janeiro/RJ Esta é a verdadeira independência, trazida por Jesus no antigo e no Novo Testamento, e no dia 07/09/1959, em Campina/SP, feita a proclamação por Alziro Zarur, fundador da LBV. O escritor Paiva Netto faz a explanação da nossa independência material e espiritual, como ressalta o escritor Moacyr Scliar, em seu livro A Face Oculta, como mostra trecho nesse artigo, nos libertemos das doenças em todos os sentidos, para obtermos a nossa independência total.

Elcio Odair Viotto - São Paulo/SP - Excelente explanação feita pelo Irmão Paiva Netto, que amplia o entendimento do Ecumenismo da Almas e dos Corações, que se comove com a dor humana e espiritual de toda gente. Aqui está a prova de que os assuntos de todas as ordens devem ser apreciados, uma vez que um médico (cientista da vida) fala de "As Curas de Jesus", pois Médico Celeste que é, o Divino Benfeitor da Humanidade, é compreendido por todos, cada qual no seu campo do saber. Parabéns ao jornalista e escritor Paiva Netto, que sempre traz em seus artigos o brilho da luz de todos quantos se apresentam para testemunhar a Ética do Espírito no Cotidiano, como há tempos vem fazendo. Nossa saudação e agradecimento.

Elenice Santos - Rio de Janeiro/RJ - Parabéns pelo lindo artigo Independência e Novo Mandamento, que nos traz a visão da Verdadeira independência que é a espiritual, pois não pode haver criatura sem o seu Criador. O meu agradecimento especial pela Proclamação do Novo Mandamento de Jesus ter sido um pioneirismo da LBV. Graças a Deus!

Airton Leite - Marília/SP. Num certo dia, 7 de setembro de 1959, um homem corajoso (Alziro Zarur) nos entregou o Novo Mandamento de JESUS: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros” (Evangelho segundo João, 13:34 e 35). E num certo dia, 7 de setembro de 2010, Paiva Netto nos lembra, mais uma vez, que o mundo sem Amor não é nada... Nós, a humanidade temos memória curta. Se lembrássemos todos os dias quando acordamos deste Novo Mandamento de Jesus, o mundo seria muito melhor... ah!! seria mesmo!! Parabéns, grande sucessor de Alziro Zarur, parabéns José de Paiva Netto. Um abraço, Airton Leite

Enildo Viana - São Paulo/SP Recebi por e-mail este histórico e comovente artigo do escritor Paiva Netto. Muito feliz a inpiração do autor em relacionar a Independência do Brasil às curas de Jesus. Qual país não necessita de cura? Que os sagrados e revolucionários Atos do Cristo continuem influenciando as grandes lideranças nacionais na Ordem e Progresso da Pátria Amada Brasil!

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