Na nave do Templo da Boa Vontade, podemos contemplar bela réplica, autorizada pelo Ministério da Cultura, da estátua do Profeta Daniel com os leões, obra do renomado escultor, desenhista, entalhador e arquiteto no Brasil colonial Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho (1730-1814). É símbolo de um extraordinário exemplo que renova nossa Fé no Ser Onipotente, Onipresente, Onisciente e, peço licença para acrescentar, Onidirigente. Disse Jesus: “O que não é possível ao Homem para Deus é sempre possível” (Evangelho do Cristo segundo Mateus, 19:26, e consoante Marcos, 10:27).
DANIEL, A FÉ E O PODER DA PRECEDa edição revista e ampliada de “Cidadania do Espírito”, que a Editora Elevação em breve lançará, adianto-lhes trecho de entrevista que concedi ao escritor Alcione Giacomitti, para o seu livro “Os Pilares da Sabedoria de um Novo Mundo” (2001):
Costumo dizer que o milagre que Deus espera dos Seres Humanos (e Espirituais) é que aprendam a amar-se. E a Prece é ferramenta poderosa para essa metamorfose urgente, porquanto a oração é o alimento da Alma e o Amor, a substância da Justiça e da Paz. Tanto é verdade que inspirou a Melanchton (1497-1560), educador e teólogo luterano, esta preciosa manifestação: “As tribulações e as perplexidades levam-me à Prece; em compensação, a Prece aparta-me dessas aflições”.
- Foto: Clayton Ferreira

- A estátua representa a passagem do sexto capítulo do livro do Profeta Daniel, no Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, sob o título: "Daniel na cova dos leões". Na bela imagem, observa-se ao fundo o Trono e Altar de Deus.
O Profeta Daniel, famoso pela interpretação que fez do sonho de Nabucodonosor (Livro de Daniel, capítulo 2°), por jamais duvidar do Senhor dos Universos, comprovou tal força oriunda da convicção suprema no Pai Celestial. Não titubeou nem mesmo quando Dario, o Medo, assinou edito que condenava à cova de leões os que adorassem, durante o período de um mês, qualquer deus ou homem que não fosse o próprio rei. Neste episódio, vemos o soberano de Babilônia ser maliciosamente induzido por seus príncipes ardilosos, os quais desejavam encontrar alguma infração na conduta impecável daquele que seria promovido a administrador de todo o reino. Isso não impediu Daniel de reverenciar o Criador, orando de joelhos, como de hábito, três vezes ao dia. Denunciado o profeta pelos que cavavam sua ruína, Dario, com lamento e pesar, sentenciou-o à morte, ainda que tentando, sem sucesso, evitar tamanha injustiça. Agoniza, então, em seu palácio, passando a noite em jejum. Pela manhã, dirige-se às pressas ao local do martírio, testemunhando fato milagroso.
Sem um arranhão sequer, Daniel louvava: “Ó rei, vive para sempre! O meu Deus enviou o Seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante Dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum”.
Nem é preciso descrever quão feliz ficou Dario. E à forma dura e crua daquele tempo, parecido algumas vezes com este, fez com que os acusadores do profeta, com suas famílias, fossem lançados às garras dos leões.
Depois disso, o rei conclamou o povo a adorar o Deus de Daniel por ser o Deus vivo que permanece eternamente, cujo reino não se pode destruir (Dn, cap. 6°).
ESTATUTO DA IGUALDADE RACIALOntem, 26/7, no programa semanal “Café com o Presidente”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a sanção da lei que criou o Estatuto da Igualdade Racial: “Não é tudo o que a gente quer. Ainda faltam coisas para fazer, mas é importante que a gente tenha a clareza de que hoje temos o Estatuto da Igualdade Racial, temos uma lei que dá mais direitos, que recupera a cidadania do povo negro brasileiro”.
No mesmo pronunciamento, conforme noticiado pela Agência Brasil, Lula avaliou que a importância da lei está em garantir que, a partir de agora, não mais exista diferença entre brancos e negros no país. Que assim seja! É o anseio de todos aqueles que se empenham para construir uma sociedade solidária altruística ecumênica.