60 anos de Fraternidade
Artigo publicado no Jornal O Sul – Porto Alegre, em 28 de dezembro de 2009
Defino o Natal como a expansão da Fraternidade, e o Ano-Novo, a renovação da Esperança, cujo resultado depende de nós.
Ao raiar de 2010, a fraterníssima Legião da Boa Vontade completará 60 anos de profícua existência. Seis décadas ao lado do povo, ajudando-o a suplantar as mais árduas pelejas da vida. Nascida na cidade do Rio de Janeiro, no dia da Confraternização Universal, em 1 o de janeiro de 1950, pela genialidade do saudoso jornalista, radialista e ativista social Alziro Zarur (1914-1979), a LBV tem como logomarca um coração azul, entrelaçado por 34 elos – referência ao número do versículo do capítulo 13 do Evangelho de Jesus segundo João: “Amai-vos como Eu vos amei”. Nela ainda se lê o Cântico dos Anjos aos pastores no campo, quando do nascimento do Cristo Ecumênico: “Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade”. É o grande símbolo de sua atuação solidária e ecumênica, quer dizer, universal.
A comemoração dessa data dá-se graças ao apoio popular. Vem dele a força motriz que levou a Instituição, em 2009, a cumprir o desafio, lançado por ela mesma, de distribuir, em todo o Brasil, a famílias de baixa renda, mais de um milhão de quilos de alimentos. Isso sem contar os seus programas socioeducacionais, pautados pela Pedagogia do Afeto e pela Pedagogia do Cidadão Ecumênico que asseguram diariamente um padrão de qualidade nas ações voltadas às crianças, aos jovens e aos idosos atendidos em nossas unidades espalhadas pelo território nacional.
NATAL, ANO-NOVO E A MENSAGEM DE PAZ
Em As Profecias sem Mistério, defino o Natal como a expansão da Fraternidade, e o Ano-Novo, a renovação da Esperança, cujo resultado depende de nós, criadores da riqueza ou mantenedores da pobreza, individual e coletiva, material e espiritual. A cada 25 de dezembro e 1 o de janeiro, precisamos crescentemente destacar os ensinamentos do Divino Mestre acima das tradições humanas, mesmo as mais belas, pois estas não podem substituir o exemplo Daquele que, há quase dois mil anos, entregou Sua vida em prol de nossa existência moral. Somos ainda civilização cristã bem distante da ética do Evangelho e do Apocalipse, senão como justificar tamanhas atrocidades que se repetem e se multiplicam no mundo?!
Nosso melhor desejo natalino e de feliz Ano-Novo a todos é que possam encontrar, sempre mais, o conforto, a sabedoria e a libertação que as lições do Divino Educador nos proporcionam para a Eternidade: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho segundo João, 13:34 e 35).