Com muita expectativa, os leitores de Jesus Está Chegando!
aguardaram a publicação desta segunda parte de “Jesus, a Dor e a Origem de Sua Autoridade”, constante da série radiofônica O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração,
na palavra do Irmão Presidente-Pregador da Religião de Deus, José de Paiva Netto, que ─ por intermédio de sua “pena brilhante”, no dizer do Dr. Valdir Andres, diretor-presidente de A Tribuna Regional
de Santo Ângelo/RS,
relativamente aos seus artigos veiculados no tradicional periódico missioneiro ─ vem publicando-a nesta seção, em capítulos. O autor não só banha a escrita bíblica da eloqüência e solenidade que as narrativas sagradas demandam, como também facilita uma visão ampla, renovadora, ecumênica e atual das profecias do Antigo e Novo Testamentos.Em mais esta grande aula da Política de Deus, Paiva Netto nos impele ao exercício de compreender as diferenças e similitudes entre Poder e Autoridade e a identificar o fio tênue existente entre essas duas forças presentes na vida humana e espiritual dos povos; elementos que Jesus soube muito bem utilizar em benefício da Humanidade.Sugerimos aos prezados leitores que, antes de darem início ao estudo dessas páginas, concentrem-se e façam uma prece a Deus, nosso Pai. Se não forem de práticas religiosas, que meditem na energia da Criação, na Natureza. É fundamental que se analise esse documento — em face do alto teor espiritual que dele emana — toda vez que buscarem compreender a Autoridade e o Poder de Jesus, o Cristo Ecumênico.Os Editor 
- José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
esO Poder que nasce do sacrifício— “O Pai me ama, pois Eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim, pelo contrário. Eu espontaneamente a ofereço.
E tenho Autoridade para a entregar e também para reavê-la.
E este MANDATO recebi de meu Pai” (Evangelho de Jesus, segundo João, 10:17 e 18). (O grifo é nosso.)
Observaram o que anunciou o Divino Mestre? Quem possui tamanha
Autoridade para tal afirmativa de desprendimento é Aquele (Jesus) que corporifica a noção exata do verdadeiro Poder:
a de não apegar-se a ele; mas, sim, o Poder de dominar o Poder, a ponto de reassumir a
própria vida, pois, pela evolução espiritual conquistada de per si, não necessita mais dele — do modo como em geral é conhecido e erroneamente vivido pelas criaturas humanas —, posto que em pessoa o encarna.
Ele é o Poder em Si mesmo! Aquele que abrange quem — por força do Espírito — se libertou da ignorância, uma vez que descobriu e aceitou a Verdade de Deus (Evangelho, segundo João, 8:32), e por ela tornou-se livre, porquanto buscou o Reino Celeste e Sua Justiça, para merecer que as coisas materiais (o poder humano, entre elas) lhe sejam acrescentadas, conforme nos instruiu Jesus na Sua Boa Nova (Mateus, 6:33).
Alziro Zarur (1914-1979) apontou a passagem evangélica citada como a Fórmula
Urgentíssima. Publiquei suas palavras no Livro de Deus (p. 111):
“Somente o estadista que souber Apocalipse saberá prever para prover, governando com acerto, evitando que sua Pátria seja esmagada pelo próximo e último Armagedom (Apocalipse, 16:16). A Fórmula Perfeita para resolver os grandes problemas dos chefes de Estado, na ciência do governo dos povos, é a de Jesus: ‘Buscai primeiramente o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas as coisas materiais vos serão acrescentadas’ (Evangelho, segundo Mateus, 6:33). Quer dizer: não haverá soluções perfeitas fora das Leis Eternas, que regem a Terra. O contrário é combater efeitos, enquanto as causas permanecem”.Jesus, a Teoria DE Tudo e a Teoria DO TudoDesde menino, Albert Einstein (1879-1955) sonhava cavalgar num feixe de luz, na freqüência vista e sentida pelos Seres Humanos. Faltou ao cientista genial aprender a transportar-se num raio de
Divina Luz, que obedece a leis
além da física, cuja compreensão dos fatos é cosmicamente superior ao entendimento fornecido pela extraordinária física convencional. Então, ele não teria apenas alcançado a Teoria
DE Tudo, pois chegaria muito adiante: à Teoria
DO Tudo.
Por sinal, decifrar a transcendente mensagem do Cavaleiro do Cavalo Branco (Apocalipse, 6:1 e 2) que, além de receber o arco e a coroa (símbolos do Poder e da Autoridade), “
saiu vencendo e para vencer”, auxilia-nos a desvendar o ainda encoberto na Ciência, visto que o Divino Mestre afirma no Seu Evangelho (segundo Mateus, 10:26): “
Não há nada oculto que não venha a ser revelado”.
Observem que o Cavalo Branco é o único que surge duas vezes no Apocalipse (19:11), na segunda vez trazendo em “
sua boca uma espada afiada de dois gumes” (19:15). Nesta minha interpretação específica, o gume inferior significa a física tradicional; o superior, a Divina. (...)
Afinal, trata-se de Jesus, o Cristo de Deus, Quem, no Evangelho e no Apocalipse, fala sobre a Verdade que, pouco a pouco, vamos descortinando. Aquele que,
desde antes da fundação do mundo, estava integrado no Pai.
Tem, portanto, em Si todo o conhecimento que provém do Supremo Criador do Universo, razão por que é o Cristo Ecumênico, o Senhor DO Tudo, Aquele que é, por isso mesmo, a Chave Maga da própria Teoria DE Tudo, que Einstein procurou enunciar, partindo infaustamente do transitório, ou seja, a ciência restrita a parâmetros terrestres, por isso, limitada, até perante o descomunal avanço genialmente apresentado na pequenina, porém, fenomenal Equação da Relatividade: E=mc². Todavia, existe
uma Física além da física. E esta, com certeza, o eminente filho de Ulm, na Alemanha, sem demora aprendeu no Mundo Espiritual, quando, falecendo em Princeton, nos Estados Unidos, para lá subiu em 1955. Com seu saber ampliado — pela Física
além da física — preparou-se para, quando à Terra voltar, numa vida nova, expor à Humanidade, com seu espírito de modéstia, a Teoria
DO Tudo:
—
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e nada do que se fez foi feito sem Ele: Cristo Jesus. A vida estava Nele, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela” (Evangelho de Jesus, segundo João, 1:1 a 5).
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus”, isto é,
O TUDO, que o grande pensador judeu-alemão tentou exprimir.
Não foi sem motivo que, há tantos anos, já lhes disse*1:
Deus não tem forma humana. Logo, não se trata do que tão restritivamente alguns ainda cogitam a Seu respeito. O Ser Humano por enquanto não O vê, mas pode senti-Lo
toda vez que, em verdade, ama, e Dele se afasta quando odeia. Deus seria, poetizando, uma Sublime Equação cujo resultado é o Amor Infinito:
O TUDO.Einstein redivivo, no futuro, há de O revelar, digamos, com uma
Equação da Integridade EspAcial e Temporal, divinamente entendidos. Não mais da relatividade espEcial ou da relatividade geral, com o que de maneira irreversível transformou o mundo, pois terá ido
mais além. Nessa ocasião, enunciará uma nova fórmula em que um dos elementos matemáticos fundamentais será o Amor, “
sublime impulso do Bem, fator gerador de Vida, que está em toda a parte” e é
O TUDO (que lhe faltou) na Teoria que procurava definir, talvez ainda sem que sua mente notável o percebesse, constringida pela convenção dos seus pares temerosos de alçarem-se à Ciência da Física
que paira além da física. Será, pasmem!, ao mesmo tempo, a Política com todas as letras maiúsculas, a que não se restringe aos parlamentos da cultura unicamente humana, porquanto, repito-lhes com assiduidade,
o governo da Terra começa no Céu. Contudo, diga-se de passagem, desservido pelo bombardeio constante do livre-arbítrio mal-empregado pelos Seres Terrestres.
Diz o Profeta Muhammad, no Corão Sagrado, II Surata, versículo 167:
—
“Assim Deus lhes mostrará que suas ações são a causa de seus lamentos”.
Portanto, é hora de — com decisão — deixarmos de pôr em Deus a culpa de nossas molecagens, tais como a de arruinar a nossa residência coletiva, enquanto bizantinamente discutimos “
quantos anjos cabem na cabeça de um alfinete”.Lembremos o Apóstolo Paulo que, na sua Primeira Carta aos Coríntios, 13:2, iluminado pelo Cristo Ecumênico, argumentou:
— “Eu podia ter o dom da profecia, conhecer todos os mistérios e toda a ciência; ter fé capaz de transportar montanhas, logo que eu não tivesse Caridade (isto é, Amor), já não valia nada”.E não vai aqui nenhum desmerecimento ao esforço e dedicação do velho e querido Albert. Mas, na sua inspirada assertiva, o Apóstolo dos Gentios aponta que: se partirmos de cálculos científicos ou planejamentos sociais e políticos,
sem que o Amor (sinônimo de Caridade)
seja o elemento inicial, jamais alcançaremos o sentido maior da Criação, que é Deus, com Suas criaturas. Assim sendo, tudo o que fizermos ficará pela metade, com resultados aquém do pretendido ou iniquamente contrários ao que fora almejado.
“(...) e as trevas não prevaleceram contra ela”Ora, a famosa constatação do Evangelista-Profeta (Evangelho de Jesus, segundo João, 1:1 a 5) — que se encontra, à espera de ser descoberta, na
Teoria DO Tudo, ainda a ser exposta pelo cientista que compreender que há uma Física
além da física — será levada adiante, até a vitória total,
pelos pioneiros da Política de Deus — dure quanto tempo for necessário, pois, de acordo com Leibniz (1646-1716), “
Natura non facit saltum”. Para se chegar à Teoria
DO Tudo convém levar em consideração estas palavras do Apóstolo Pedro, em sua Segunda Epístola, capítulo 1, versículos 5 a 9:
— “5 Esforçai-vos, quanto possível, por unir à vossa fé a virtude, à virtude a ciência,
“6 à ciência a temperança, à temperança a paciência, à paciência a piedade,
“7 à piedade o amor fraterno, e ao amor fraterno a caridade.
“8 Se estas virtudes se acharem em vós abundantemente, elas não vos deixarão inativos nem estéreis no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.
“9 Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, esquece-se de que foi purificado dos antigos erros”.Um dia, “as trevas” aceitarão integralmente a Luz, deixando de ser sombra. Para isto, aí está a Mídia da Boa Vontade*2, cujo lema é
Jesus dessectarizado. E, pelo mundo, também, tantos outros que, à sua moda, batalham pelo triunfo da Solidariedade capaz de manter os Seres Terrestres, de início, pelo menos razoavelmente unidos.
Jesus, com clareza, a todos advertiu:
—
“Uma casa dividida não reina” (Evangelho, segundo Marcos, 3:25),
que assim poderemos entender: uma Humanidade teimosamente beligerante pode esquecer-se de que o solo sob os seus pés dá sinais de alta perturbação, a solicitar as atenções de todos, antes que até o ar se torne irrespirável e a água falte para multidões que não serão contidas.
Conhecimento profundo, convicção e atividadeA mensagem da Doutrina do Mandamento Novo do Cristo Planetário (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35), proclamada pela Religião de Deus, deve ser divulgada por Vocês,
por todos os meios possíveis, aos que aguardam o Toque Divino. O “
Ide e Pregai” de Jesus — em Espírito e Verdade,
à luz do Mandamento Novo do Cristo Ecumênico —
é inteiramente de Vocês, jovens de corpo e de Espírito, que se não deixam consumir pela cultura dominante.
E esse Seu Poder
de a tudo iluminar é tão infinito que Lhe permitiu construir, na qualidade de Cristo de Deus, um Planeta: a Terra.
Por não ser egoísta, Jesus,
o Misericordioso, respondeu aos que O queriam apedrejar, inspirado em Salmos 82:6:
—
“Não está escrito em vossa Lei: Eu disse: sois deuses?” (Evangelho, segundo João, 10:34).
E, prosseguindo:
—
“E, como tal, podereis realizar mais do que Eu, porquanto permanecereis neste mundo, e Eu volto para o Pai” (Evangelho, consoante João, 14:12).
Que responsabilidade espiritual Jesus, o Cristo Ecumênico, depositou em suas Almas!!
Mas para que façam o Bem!O escritor francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944)*3 avisou a quem o quisesse escutar:
—
“Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas”.Diante disso, só um louco faria a sementeira do mal de que desesperadamente se arrependa depois.
Política exige sacrifício pessoalApesar de tudo isto:
ter o Poder encarnado em Si mesmo e formar com o Pai uma unidade (
“Eu e o Pai somos Um” — Evangelho, consoante João, 10:30),
Jesus deixou-se crucificar pela ignorância humana, pois — sendo o Bom Pastor — única e exclusivamente desejava, deseja e desejará sempre a salvação das ovelhas que o Pai Celestial Lhe confiou:
—
“Quando Eu estava com eles, sempre os protegi, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura” (Evangelho do Cristo, segundo João, 17:12).
Do sacrifício individual, do devotamento completo, pois,
nasce a Autoridade de Jesus (Apocalipse, 1:5). Bem diverso do que no passado e hoje ocorre na Terra. Eis um ponto sobre o qual todo fiel e valente Militante da
Política de Deus deve
meditar e ter a
decisão de seguir. É o contrário do que tristemente ainda se vê neste orbe de expiação, onde o exercício do poder quase se tornou sinônimo de corrupção e impunidade:
—
“O poder tende a corromper; o poder absoluto corrompe absolutamente”. Lord Acton*4 (1834-1902)
Os discípulos da Política de Deus — Política para o Ser Humano e seu Espírito imortal — são
vanguardeiros e baluartes de uma transformação jamais vista na História: exercitar a verdadeira Política é um ato que requer sacrifício e consagração apostólica ao Povo, que, para libertar-se realmente, precisa conhecer e praticar a Doutrina do Novo Mandamento de Jesus:
—
“Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos. Não há maior Amor do que doar a sua própria Vida pelos seus amigos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35, 15:9).
Kardec, Poder de Jesus e MissãoSobre o Poder de Jesus e a Sua Missão, escreveu Allan Kardec (1804-1869) em
A Gênese, páginas 326 e 327:
— “De todos os fatos que dão testemunho do poder de Jesus, os mais numerosos são, não há como contestar, as curas. Queria ele provar dessa forma que o verdadeiro poder é o daquele que faz o Bem; que o seu objetivo era ser útil e não satisfazer à curiosidade dos indiferentes, por meio de coisas extraordinárias.“Aliviando os sofrimentos, prendia a si as criaturas pelo coração e fazia prosélitos mais numerosos e sinceros, do que se apenas os maravilhasse com espetáculos para os olhos. Daquele modo, fazia-se amado, ao passo que se se limitasse a produzir surpreendentes fatos materiais, conforme os adversários reclamavam, a maioria das pessoas não teria visto nele senão um feiticeiro, ou um mágico hábil, que os desocupados iriam apreciar para se distraírem.“Assim, quando João Batista manda, por seus discípulos, perguntar-lhe se Ele era o Cristo, a Sua resposta não foi: ‘Eu o sou’, como qualquer impostor houvera podido dizer. Tampouco lhes fala de prodígios, nem de coisas maravilhosas; responde-lhes simplesmente: ‘Ide dizer a João: os cegos vêem, os doentes são curados, os surdos ouvem, o Evangelho é anunciado aos pobres’. O mesmo era que dizer: ‘Reconhecei-me pelas minhas obras; julgai da árvore pelo fruto’, porquanto era esse o verdadeiro caráter da Sua missão divina”. (Os negritos são nossos).
Jesus e a Fórmula Perfeita de governarZarur, na entrevista (Política, Evangelho e Apocalipse) que concedeu ao jornalista Raul Bruce, o famoso Gramury, em 2 de março de 1964, e que publiquei no
Livro de Deus, declarou:
— “(...) Não adianta combater efeitos: o que adianta é extirpar as causas que geram esses efeitos, que estraçalham a Nação. Tudo se resume, portanto, numa questão de humildade: poderiam os governantes reconhecer que estão abaixo de Deus?”. (...) Eu tenho uma fórmula que, uma vez aplicada, fará com o nosso país o que fez José do Egito, na hora das vacas magras. A fórmula, evidentemente, é de Jesus*5. Logo que seja aplicada, para valer, estará automaticamente convocada, para governar, a nata mental do Brasil. Por isso mesmo, quero deixar bem claro que o PBV é o partido dos partidos. Um dia, ele fará no terreno político o que a LBV está fazendo no campo religioso. (...) Irei buscar os valores reais, onde estiverem, sejam quais forem suas correntes partidárias. Acima de todos os partidos, permanece o Brasil! Mesmo que fossem meus inimigos gratuitos (porque jamais tive tempo para cultivar inimigos), eu os iria buscar, dizendo a cada um: ‘Meu amigo, quem o convoca é o Brasil’. Na verdade, saber governar é o problema. Fazer com que todos trabalhem, com alegria, com entusiasmo, com Boa Vontade, só mesmo com o Poder de Deus”. (O negrito é nosso).
É necessário, pois, que os pioneiros da Política Divina se compenetrem de tudo o que foi aqui exposto em — “Política exige sacrifício pessoal”, para que “
não venham a cair em tentação”. Pergunta Jesus, o Cristo Ecumênico, no Evangelho, segundo Marcos, 8:36:
—
“De que adianta ao Homem conquistar o mundo e perder a sua Alma?”.
Uma Política de oposição ao desamor e à crueldadeQuem quiser sobreviver neste orbe, honrando o compromisso com Deus — para exercer a Política Celeste, aquela nascida do seio do Supremo Governante do Planeta Terra,
a que surgiu para atender a uma exigência espiritual do Povo brasileiro, conforme declarei em 31/12/1967, ao me referir à missão do PBV, e que foi talhada para o Ser Humano e seu Espírito eterno —, tem de ter
a bravura de um Paulo e a estratégia e a decisão de um Pedro; porém, igualmente,
a indispensável cordura do Cristo no coração. Ele ensinou:
— “Tomai o meu jugo sobre vós e aprendei de mim que sou simples e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas Almas. Eis que o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Evangelho, segundo Mateus, 11:29 e 30).
Essa palavra do Senhor de nossas vidas
é política de oposição à cultura do desamor e da crueza, da corrupção, da conivência com o mal e da impunidade, que levam multidões à ignorância,
ipso facto, à servidão, à fome, à doença e à morte. (Defendemos a Paz, contudo queremos deixar bem claro que não compactuamos com a corrupção e a impunidade).
Cumprir as lições de Deus em benefício dos desamparados e dos desiludidos é vibrar nesta exclamação de Paulo na Segunda Carta aos Coríntios, 6:11:
—
“(...) o nosso coração ampliou-se para vós, há um amplo espaço nele!”.
Como aprender a encontrar a felicidadeEste é um Planeta de expiações. Por esta razão,
a Dor nos faz sofrer, ao passo que, e por isso mesmo,
é a libertação da Alma. Por meio dela, Jesus alcançou a Sua Divina Autoridade. E não fugiu de Seu infortúnio:
— “
Pai, todas as coisas Vos são possíveis: afasta de mim esse cálice. Contudo, se for da Vossa Vontade, que se faça de acordo com ela, e não com a minha” (Evangelho, segundo Marcos, 14:36).
Diante disso, o missionário de Deus
precisa compreender a Dor como instrumento de vitória ante o Céu, para possuir o Poder de reformar a Terra, transformando os seus habitantes de fora para dentro:
— “Porque vós sois o Templo do Deus Vivo, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios, 6:16).
Não significa que para obter tamanhas vitórias o Ser Humano tenha fatalmente de carpir sofrimentos. Emmanuel explica em
Perante Jesus*6, que
— “E, quando ocorre, em momento oportuno, o nosso contato indispensável com os mecanismos da Justiça terrena, eis que a influência de todos aqueles a quem, porventura, tenhamos prestado algum benefício aparece em nosso auxílio, já que semelhantes companheiros se convertem espontaneamente em advogados naturais de nossa causa, amenizando as penalidades em que estejamos incursos ou suprimindo-as, de todo, se já tivermos resgatado em amor aquilo que devíamos em provação ou sofrimento, para a retificação e tranqüilidade em nós mesmos.”Todavia, infelizmente, a Dor é o quadro deste mundo. E a Criatura Terrena ainda não soube de que modo vencer essas condições que ela mesma criou. Concluiu Jesus, por isso, que:
—
“(...) a cada um de acordo com as suas próprias obras” (Evangelho, consoante Mateus, 16:27).
Basta notar que a procura desenfreada de prazer, que se comprova na atualidade, tem resultado no contrário do que se almeja. Exemplo: estamos “alegremente” acabando com a nossa morada planetária única.
Muito oportunos estes dois pensamentos do Talmude:
— “Tudo é predestinado, mas a vontade humana tem liberdade de ação”.No entanto, o livro de Sabedoria dos Irmãos judeus admoesta:
— “O mundo será julgado com bondade — mas tudo depende de vossas obras”.A ação da Mestra Dor, como instrumento de Justiça num orbe que até hoje não aprendeu a amar fraternalmente, não se restringe ao plano físico, porque se encontra atuante nas
regiões umbralinas invisíveis que nos cercam. Há quem as chame de
inferno. Só que ele não é eterno, porquanto perene constitui,
única e exclusivamente, o Amor de Deus, que, pelo mecanismo da Reencarnação — que não é uma Lei punitiva, mas de oportunidade à Alma em dívida para com outras Almas e com o Pai Celestial —, permite a Seus filhos que se redimam dos pecados cometidos. Deus é um Pai de Clemência e de Misericórdia.
Exclamou Muhammad, o Profeta do Islã, no Santo Corão:
— “Ah, se pudesses ver os pecadores, cabisbaixos, ante seu Senhor! Exclamarão: ‘Ó Senhor nosso, agora temos olhos de ver e ouvidos de ouvir! Retorna-nos ao mundo e praticaremos o Bem, porque agora estamos persuadidos!’”.O desafio no exercício do verdadeiro PoderO abnegado Espírito Doutor Bezerra de Menezes (1831-1900), que aniversariou a 29 de agosto, Missionário de Deus, ilustre parlamentar na Terra, passa-nos um indispensável ensinamento, muito útil nestes tempos de transição apocalíptica — o fortalecimento de caráter também dos políticos que tenham olhos de ver e ouvidos de ouvir:
— “(...) há um momento em que a atitude de Amor pede a Verdade a fim de escapar dos pântanos da omissão. Estamos nesse momento. As diretrizes do Espírito Verdade não pactuam com as conveniências, embora não incentivem o desamor. Esse tempo é daqueles que souberem ser coerentes, sem que a coerência custe o preço da discórdia tempestuosa. O desagrado existirá porque a verdade incomoda quem se acostumou aos caminhos largos.“Estamos no tempo dos ‘caminhos estreitos’, e os que aceitarem perlustrá-los não terão as coroas de glórias passageiras e nem a aclamação geral dos distraídos do caminho. Serão taxados de egoístas simplesmente por decidirem buscar a ‘contramão’ das opiniões e a percorrer o caminho inverso das consagrações humanas (...)”.*7Essa lição do nobre Dr. Bezerra vem ao encontro do que lhes tenho dito durante as pregações do Evangelho e do Apocalipse de Jesus, em Espírito e Verdade, pelo prisma do Novo Mandamento do Cristo Ecumênico:
é nos momentos de crise que se forjam os grandes caracteres e surgem as mais poderosas nações.Muito acertadamente ensinou o Apóstolo Paulo, em Hebreus, 13:16:
— “Não negligencieis igualmente a prática do Bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz”.Ora, como já lhes referi, o indivíduo não tem
Poder, mas instantes de
poder, dos quais prestará severas contas ao verdadeiro Senhor do Poder: Deus, Aquele que tem Autoridade sobre homens, povos e nações.
Aos perseverantes Ele conforta, na Carta que Jesus remete aos que, na Igreja em Tiatira (Apocalipse, 2:26 a 29), mantêm-se fiéis e na Sua perseverança:
“26 Ao vencedor, e ao que guardar até ao fim as minhas obras, Eu lhe darei poder sobre as nações,
“27 e com cetro de ferro as regerá, e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro;
“28 assim como também Eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã (a estrela Dalva).
“29 Quem tem ouvidos de ouvir ouça o que o Espírito diz às igrejas do Senhor”.Louvado seja Deus!
_______________________
Notas:
*1 Vide
Crônicas e Entrevistas, de Paiva Netto, Editora Elevação (2000), no capítulo “Deus, Equação, Amor”.
*2
Mídia da Boa Vontade — Composta pela Boa Vontade TV (Brasil, Estados Unidos, Canadá, México e países da América do Sul), Reeducar — Rede Educação e Futuro de Televisão, TV Ecumenismo, Super Rede Boa Vontade de Rádio, Portal Boa Vontade (
www.boavontade.com), revistas Boa Vontade e Jesus Está Chegando!, além de diversas publicações informativas e doutrinárias.
*3
Saint-Exupéry — Escritor francês, piloto. Autor da conhecida obra
O Pequeno Príncipe.
*4
Lord Acton — John Emer ich Edward Dalberg-Acton, primeiro Barão de Acton. É tido como o precursor do pensamento neoliberal. Este eminente historiador liberal inglês dirigiu seus esforços na defesa da liberdade, grafando célebres frases de repúdio à concentração do poder, por julgá-lo adversário da liberdade, considerando o Estado e as multidões inimigos centrais da individualidade e das minorias oprimidas.
*5
Zarur e a Fórmula Urgentíssima — Alziro Zarur refere-se ao famoso versículo do Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 6:33. Veja o
Livro de Deus, de autoria de Paiva Netto, 1982, página 111. A passagem encontra-se transcrita neste estudo de “Jesus, a Dor e a Origem de Sua Autoridade (Parte B)”, na página 12.
*6
Perante Jesus — Obra de autoria do Espírito Emmanuel, na psicografia de Francisco Cândido Xavier (1910-2002), Instituto Divulgação Editora André Luiz, 1ª edição, 1990, p. 28.
*7 Mensagem do Espírito Dr. Bezerra de Menezes, em 1999, nas comemorações do cinqüentenário do Pacto Áureo.