Hamlet, Einstein e a imprescindível intuição

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro "Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade — O Poder do Cristo em nós", de novembro de 2014. | Atualizado em março de 2018.

Os temas de natureza espiritual devem ser primeiro pressentidos. Porquanto, falam ao coração diretamente, vencendo obstáculos, com maior desenvoltura, se houver bom ânimo e simplicidade de alma. E por nossa parte eterna, quando vigilante e boa, ouve-se a mensagem de Deus com maior clareza. Com frequência se alcança pelo sentimento (na acepção em que é entendido pelos poetas) o que demora a vir pela mente. Despertá-lo é abrir a Alma para o Criador. A intuição é a inteligência de Deus em nós.

ESA/Hubble & NASA
Reprodução BV

Albert Einstein

O próprio Einstein (1879-1955) conta que muitas vezes pensava, pensava, pensava a respeito de um assunto da física, da matemática, da razão, do raciocínio e não conseguia obter resultado qualquer. Ia dormir e, em sonho, como ele mesmo relatou, descortinava-se, diante de si, o monumento do Universo, e, lá, a famosa Equação da Relatividade, E=mc², pairando no espaço.

Divulgação

William Shakespeare

Litografia: Eugène Delacroix (1798-1863).

Título da obra: O fantasma no terraço, Hamlet.

“Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a vossa filosofia.” Pôs Shakespeare (1564-1616) estas palavras na boca de Hamlet, que segurava a caveira do amigo: “To be or not to be, that is the question”. (“Ser ou não ser, eis a questão”.)

Aqui, uma curiosidade sobre essa frase, constante da peça do brilhante dramaturgo inglês. No Ato 1, Cena 5, lemos: “There are more things in Heaven and Earth, Horatio, than are dreamt of in your philosophy”. (“Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a vossa filosofia”.) No original inglês, não existe o adjetivo “vã”, como geralmente é acrescentado em algumas versões para o idioma português.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.