Ecce Deus e a morte do “deus humano”

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro Tesouros da Alma, de dezembro de 2017.

Em Crônicas e Entrevistas (2000), particularmente no capítulo “Ecce Deus! (Eis Deus!, Aqui está Deus!)”, lembro que Friedrich Nietzsche (1844-1900), autor de Ecce Homo! (Eis o Homem!), Assim falava Zaratustra, entre outros livros, concluiu que Deus havia morrido... Muita gente ficou abismada com sua afirmativa. Porém, sabendo ou não, o velho Friedrich valentemente combatia o deus antropomórfico; portanto, criado à imagem e semelhança do homem aturdido, isto é, o deus que persegue, que se vinga, que mata, o deus sem senso algum. Esse — Nietzsche tem toda a razão — está morto! Já virou cadáver há muito tempo e não sabe...

Deus é Amor Solidário

Pois bem. Quando chamo a atenção para Deus, Quem e/ou Quê ou Que ou Quem, faço-o no sentido de, com humildade, expor aos homens e às mulheres céticos que Ele pode situar-se superiormente à nossa mais capacitada consciência do Saber. Ainda persiste o grande problema de tentar reduzi-Lo à contingência humana, com suas limitações e enfermidades psíquicas. Parece ser mais fácil a alguns, apesar de seu estágio de pré-conhecimento das coisas transcendentais, apequená-Lo do que batalhar por elevar-se à Esfera Sublime de Sua Vivência. Entretanto, como “Deus é Amor”* Solidário, todas as fronteiras que até agora separaram a criatura do Criador ruirão, e o oceano do Amor Fraterno e da Sabedoria Ecumênica banharão terras e céus.

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* “Deus é Amor” — Primeira Epístola de João, 4:8 e 16.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem "o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno".