A Dor é a libertação da Alma

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro "Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade — O Poder do Cristo em nós", de novembro de 2014. | Atualizada em julho de 2020.

“Bendito aquele que vem em nome do Senhor!” (Boa Nova, segundo Lucas, 13:35)

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Em Como Vencer o Sofrimento (1990), explico que não se deve temer a Dor, porque ela é a libertação da Alma. Todavia, é preciso saber valorizar os ensinamentos de que ela dispõe para nos oferecer em nossa jornada.

Acerca de tão relevante assunto, o poeta brasileiro Cruz e Sousa (1861-1898), em Moradias de Luz, pela psicografia de Chico Xavier (1910-2002), trouxe-nos inspirado soneto:

Reprodução BV

Cruz e Sousa

“Sobre a dor

“Suporta calmo a dor que padeceres,

“Convicto de que até dos sofrimentos,

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Chico Xavier

“No desempenho austero dos deveres,

“Mana o sol que clareia os sentimentos.

“Tolera sempre as mágoas que sofreres,

“Em teus dias tristonhos e nevoentos;

“Há reais e legítimos prazeres

“Por trás dos prantos e padecimentos.

 “A dor, constantemente, em toda a parte,

Inspira as epopeias fulgurantes,

Nas lutas do viver, no amor, na arte;

 

“Nela existe uma célica harmonia

“Que nos desvenda, em rápidos instantes,

“Mananciais de lúcida poesia”.

(Os destaques são meus.)

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De nada nos terá sido proveitoso o sofrimento se dele não tivermos absorvido as lições eloquentes.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.