Chico Anysio, o talento em pessoa

Fonte: A Tribuna Regional, de Santo Ângelo/RS, edição de 31 de março e 1 de abril de 2012, sábado e domingo.

Aracy de Almeida (1914-1988), a saudosa Araca, no dizer do radialista César Ladeira (1910-1969), era "o samba em pessoa". O querido Chico Anysio é e será o talento personificado. Ainda que as dificuldades do mundo sejam grandes, se não formos bem-humorados, com o prazer do Bem, não perceberemos o Amor de Deus por nós. Olha o sol aí, que beleza! As nuvens protetoras que vagueiam pelo céu, a Natureza, enfim, que nos acolhe. Agradeçamos ao Pai Celestial tamanha generosidade para conosco.

João Preda

Em 2003, da esquerda para a direita, Lucimara Augusta, Paiva Netto, Chico Anysio e Malga Di Paula. Os casais aparecem ao lado do quadro “Ponta Grossa” (1993), de autoria de Chico Anysio.

Com essas singelas palavras homenageio um dos maiores mestres do humor, que tanta alegria trouxe ao povo brasileiro. Na sexta-feira, 23/3, Chico Anysio partiu para a Pátria Espiritual, depois de 80 anos intensamente vividos na Terra.

Recordo-me de que, na exposição "Volta ao mundo sem sair de casa", que realizou, de 16 a 30 de setembro de 2003, na Galeria de Arte do Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, tive, com minha mulher, Lucimara Augusta, o grato ensejo de estar com ele e sua simpática esposa, Malga Di Paula. Foi um dia realmente especial para todos nós, pois Chico abrilhantou a LBV com a sua arte.

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Millôr Fernandes

Millôr Fernandes

Retornou também ao Mundo Espiritual, na terça-feira, 27/3, o jornalista Millôr Fernandes, aos 88 anos.

Escritor, tradutor, dramaturgo, humorista e cartunista de natureza franca e estilo inimitável, exerceu expressiva influência no meio artístico e intelectual.

Guardo com zelo três obras literárias dele, que gentilmente me autografou: duas edições de Millôr definitivo: a bíblia do caos e O Livro Vermelho dos Pensamentos de Millôr.

Ademilde Fonseca

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Ademilde Fonseca

No mesmo dia, os Céus requisitaram a afinada voz da querida Ademilde Fonseca. Seu canto não mais podia faltar para os que habitam a Esfera Espiritual. A Rainha do Choro, como ficou conhecida, faleceu aos 91 anos, no Rio de Janeiro.

O Rio Grande do Sul a ouviu cantar no último fim de semana, em Porto Alegre. A Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696) teve esse privilégio, quando a recebeu no programa Samba e História, apresentado por Hilton Abi-Rihan. Ademilde compartilhou com os telespectadores inúmeras lembranças, a exemplo da ocasião em que colocou letra em chorinho na música "Tico-Tico no Fubá".

Na Morada de Deus, onde os mortos continuam de pé, que esses nossos amigos – Ademilde, Chico e Millôr – recebam as vibrações de Paz da LBV. Aos seus familiares, a solidariedade dos corações legionários.

Dia da Verdade

O popular Dia da Mentira, 1o de abril, de acordo com a Encyclopaedia Britannica, “vem de um costume de pregar peças neste dia, por exemplo, dizendo a amigos que seus sapatos estão desamarrados ou enviá-los em missões de tolos. Embora venha sendo celebrada ao longo dos séculos, há diferentes explicações para sua origem. (...) O costume moderno pode ter se originado na França, quando o calendário gregoriano, que mudou o Dia de Ano Novo [cujas festas iam de 25 de março a 1o de abril] para 1o de janeiro, foi aprovado em 1582. Aqueles que continuaram a comemorar o fim de ano em 1o de abril eram chamados de tolos”.

Ao lançar o Livro Jesus, na Casa D’Itália, em 1o de abril de 1983 (uma Sexta-Feira Santa), em Salvador/BA, realizei a Proclamação “Jesus Vive”, que realça a vitória do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, sobre a morte. Verdade insofismável, relatada na Boa Nova do Divino Mestre, por intermédio dos Evangelistas.

Ora, Jesus é Aquele que nos revelou que a Verdade é a Palavra de Deus, e mais: “Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará” (Evangelho, segundo João, 8:32). Evidentemente, Ele se referia à Verdade de Deus, porque no mundo a verdade varia até por força da alimentação, influenciando a nossa vida.

O Provedor Celeste aconselhou-nos a conhecer a Verdade Divina, e por meio dela nos libertarmos. Tínhamos, portanto, de propor fraternalmente uma mudança nessa tradição brincalhona de considerar o 1o de abril como o dia da mentira. A partir daí, passamos a denominar a data de Dia da Verdade. Muitos começaram a seguir esse caminho e a também proclamá-lo.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.