A Divina Sabedoria do Novo Mandamento de Jesus

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro “Paiva Netto e a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus – A saga heroica de Alziro Zarur (1914-1979) na Terra”, de junho de 2019. | Atualizado em agosto de 2019.

Um dos atos mais comoventes e decisivos da História — o tempo provará — foi a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus, feita por Alziro Zarur, em 7 de setembro de 1959, na cidade de Campinas/SP, Brasil, no antigo Hipódromo do Bonfim — (hoje, Praça Legião da Boa Vontade) —, que, na época, era o espaço público mais amplo que por lá existia, capaz de receber a multidão que fora ouvi-lo. Tão expressiva página é o fundamento celeste da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, pois preconiza o Amor do próprio Arquiteto do Universo*1, por intermédio do Seu Filho Jesus e da atuação permanente do Paráclito (ou Espírito da Verdade). E a origem de tudo isso é a Boa Vontade Divina*2.

Gilberto Di Biasi

A multidão (acima, vista parcialmente) saúda  Alziro Zarur, a 7 de setembro de 1959, no antigo Hipódromo do Bonfim, em Campinas, SP, hoje Praça Legião da Boa Vontade, durante a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus.

A visão que a Sabedoria imanente do Mandamento Novo do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos abre torna compreensível o incompreensível; suportável, o insuportável. Por esse motivo é que, no Tratado Universal sobre a Dor*3, quando nos referimos à Lei do Cristo, ressaltamos que — se nela nos integrarmos — faremos com que o intolerável se torne tolerável e até a desesperança, esperançosa.

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Pedro de Alcântara

Zarur escolheu o Sete de Setembro de 1959 para explanar aos povos da Terra acerca da libertação espiritual*4 de todos, porque concluíra que qualquer liberdade política, social e econômica é incompleta, ou mesmo falsa, se não for iluminada pela que do Alto desce sobre nós: “Conhecereis a Verdade [de Deus], e a Verdade [de Deus] vos libertará” (Evangelho, consoante João, 8:32).

Sete de Setembro de 1822 é a Data Nacional do Brasil, quando Pedro de Alcântara (1798-1834), na qualidade de príncipe regente, bradou, segundo a tradição histórica brasileira, às margens do Riacho do Ipiranga, em São Paulo, “Independência ou morte!”

Tela: Pedro Amércio (1843-1905)

Título da obra: Independência ou Morte.

 
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Dom João VI

Depois do ato da Independência, tornou-se Dom Pedro I, Imperador do Brasil. Em Portugal, foi chamado de Dom Pedro IV, após a morte de seu pai, Dom João VI (1767-1826).

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Joaquim Manuel de Macedo

O romancista Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882), médico, jornalista e professor de Geografia e História do Brasil no Colégio Pedro II, na obra Ano Biográfico, volume 3, registra a famosa frase de Dom Pedro I, no momento da entrega, ao major Miguel de Frias (1805-1859) — ajudante de ordens do comandante das armas, brigadeiro Lima e Silva (1785-1853) —, da abdicação ao trono brasileiro, em favor de seu filho, na ocasião com apenas 5 anos de idade, o futuro Dom Pedro II (1825-1891), em 7 de abril de 1831. Diz o conhecido autor de A Moreninha:

“Entre a surpresa dos presentes, entregando ao major Frias a folha de papel, declarou:

“— Aqui tem a minha abdicação.

“E comovido, entre o silêncio de todos:

“— Desejo que sejam felizes. Eu me retiro para a Europa, e deixo um país que sempre amei, e tanto amo!”

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*1 Nota de Paiva Netto

Grande Arquiteto do Universo — Tratamento solene com o qual os Irmãos maçons denominam Deus, o Criador dos Universos.

*2 Nota de Paiva Netto

Boa Vontade Divina — Alziro Zarur ensinava que “Boa Vontade não é boa intenção. Boa Vontade é a vontade boa, firme, decidida, que sabe o que quer, iluminada pela Verdade e pelo Amor. Nada tem a ver com boa intenção, da qual, no dizer popular, ‘está calçado o inferno’”. Leia mais sobre o assunto nas Sagradas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, volumes 1, 2 e 3.

*3 Tratado Universal sobre a Dor — Livro de Paiva Netto lançado em 1990 e relançado pela Editora Elevação com o título Como Vencer o Sofrimento, que já vendeu mais de 250 mil exemplares. Para adquirir esta e outras obras literárias do autor, acesse www.amazon.com.br.

*4 Independência Espiritual — Durante a Cruzada da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, ocorrida a 5 de setembro de 1975, no Rio de Janeiro/RJ, o saudoso proclamador da Religião Divina, Alziro Zarur, destacou esta profunda análise espiritual-histórica de Paiva Netto, e assim comentou: “(...) É, para quem tem olhos de ver, houve esta coincidência notada pelo meu secretário Paiva Netto: no dia 7 de setembro de 1822, houve a Independência do Brasil, quer dizer, a Independência Política, mas, em 7 de setembro de 1959, em Campinas/SP, houve outra Independência, houve a Independência Espiritual pelo conhecimento da Verdade, a Verdade de Deus.” Todos: Palmas!

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.