Educar sentimentos

Fonte: Jornal de Brasília, edição de 6 de julho de 2010, terça-feira.

No dia 3 de julho, tive a honra de comandar a sessão solene do 35° Fórum Internacional do Jovem Militante da Boa Vontade de Deus. Na ocasião, a pedagoga Suelí Periotto, supervisora da Pedagogia da LBV, apresentou resumo do 8° Congresso Internacional de Educação da LBV, ocorrido nos dias 29 e 30 de junho e 1° de julho, na capital bandeirante. O encontro reuniu renomados conferencistas sob o tema “Disciplina: um olhar além do intelecto”. Ao explanar, a professora Suelí destacou, entre outros relevantes pontos, a palavra do secretário de Educação do Rio Grande do Sul, Ervino Deon, que comentou: “Essa abordagem feita aqui nesse Congresso é extremamente importante, atualizadíssima, presente no nosso meio, da questão da integração, do envolvimento do aluno com a escola. Obrigado mais uma vez à LBV, ao Paiva Netto, com o seu trabalho, o seu perfil que todos nós conhecemos muito bem. Foi uma oportunidade toda especial para mim, como secretário, como gestor e professor, pai de família, poder conviver com isso aqui”.

ILUSTRES EDUCADORES

Vinícius Bueno
Ferramentas da Educação para superação de desafios", o professor Sérgio Behnken concede entrevista à Super Rede Boa Vontade de Comunicação.

Meus agradecimentos ao dr. Ervino Deon e aos demais brilhantes conferencistas que contribuíram para o sucesso desse evento da LBV. Entre eles, o professor Sérgio Behnken, mestre em Psicologia pela PUC-Rio, que declarou:

“Agradeço mais uma vez o que aprendi com a LBV. E faço questão de onde estiver falar disso, principalmente sobre a ideia de educar sentimentos. (...) Não basta trabalhar o corpo, com uma educação que valorize apenas a boa alimentação, a prática esportiva. Não adianta somente desenvolver o lado intelectual, com conceitos, conteúdo, se a gente não olhar também para o aspecto emocional dessa mente humana, a educação dos sentimentos. E só para dar um exemplo, às vezes numa conversa com um pai, você pergunta: ‘Como está o seu filho?’. E ele responde: está muito bem, porque tem boas notas na escola e não tem nenhuma doença. Quando se aprofunda um pouco no diálogo, percebe-se que essa criança não tem um amigo, não consegue se relacionar com os colegas da rua, e na sala de aula ninguém quer fazer trabalhos com ele. Então, está muito bem intelectualmente, fisicamente, mas na educação do sentimento, tão preconizada pela LBV, ele está mal. E isso acontece em qualquer nível, inclusive no superior. Alunos com coeficiente de rendimento muito alto, com notas muito boas, não conseguem uma posição melhor no estágio, pois não alcançam aprovação naquela dinâmica de grupo onde se pode ver como eles interagem com outras pessoas. (...) São muito bons no aspecto racional, no conteúdo tiram notas altíssimas, mas desde o ensino fundamental não foram educados emocionalmente, que é o que a gente vê de bonito, de exemplar, dentro da LBV. Portanto, parabéns a todos!”.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.