Globalização da Fraternidade

Da revista Boa Vontade separei mais um pequeno relato sobre a participação que, representando o Brasil, tivemos no High-Level Segment 2007, no Palais des Nations, escritório central da ONU em Genebra, entre 2 e 5 de julho daquele ano:

Daniel Trevisan
Ciência e Fé na construção da Paz”, que ocorreu em 21 de outubro de 2005 no ParlaMundi da LBV.

“Nos primeiros dias do evento, importantes autoridades compareceram ao estande da LBV, a exemplo do Embaixador da Índia na Suíça e no Estado do Vaticano, sr. Amitava Tripathi, que veio especialmente da cidade onde reside, Berna, para encontrar-se com integrantes da LBV, oportunidade em que expressou seu entusiasmo acerca da revista Globalização do Amor Fraterno. ‘O trabalho da LBV é muito importante no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, porque não é só relevante para o Brasil, mas para toda a Humanidade. A pobreza, a fome, a falta de educação básica, são problemas sérios que afetam a todos. Para evitar ou preveni-los, eles precisam ser abordados apropriadamente, discutidos em âmbito mundial, e é por isso que parabenizo a LBV’”.

Gratidão

Henrique Nonnemacher

Acompanhado por sua esposa, Dona Lucimara Augusta (E), Paiva Netto, e a Dra. Michele Fedoroff, representante da ONU, ao lado de Raquel Bertolin (D), Secretária Executiva da Presidência da LBV, posam para foto no Lar e Parque Alziro Zarur, da Instituição, em Glorinha/RS. No segundo plano, Tatiana Vasconcelos e Gerdeilson Botelho, que também prestigiaram o feliz encontro.

Por sinal, com muita honra para mim, recebi também este recado da dra. Michele Billant-Fedoroff, chefe adjunta da Seção de ONGs do Conselho Econômico e Social da ONU (Ecosoc), no qual a LBV possui status consultivo geral: “Senhor Paiva Netto, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, soube dos trabalhos extraordinários que fazem no Brasil. Ele conhece o senhor e a sua grande Organização e os encorajou a continuar nessa ação, agora bem conhecida no mundo”.

Muito grato ao Embaixador Amitava Tripathi e à dra. Michele!

Ecumenismo que se sobrepõe ao “choque de culturas”

Eduarda Pereira

Representantes da LBV, da esq. para a dir.: Noys Rocha, Conceição Albuquerque, Rosana Bertolin. Ao centro, o ex-secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e ao canto esquerdo está Hanifa Mezoui, Chefe do departamento de ONGs do UN/DESA, em Genebra, Suíça.

Na mensagem especial que encaminhamos a Genebra, esclareço a nossa visão abrangente de ecumenismo, a qual se sobrepõe ao apregoado “choque de culturas” — que pode arrastar as populações a uma guerra descomunal, possivelmente diversa e pior do que até há pouco fora imaginada —, transcrevendo trecho publicado na revista Sociedade Solidária (7ª edição), levada pela representação da LBV à ONU, em várias edições, a partir de 2000:

Ecumenismo — Educação aberta à Paz

(...) Quando falamos em ecume­nismo, queremos dizer Uni­versalismo, Fraternidade sem fronteiras, Solidariedade internacional, visto que entendemos a Humanidade como uma família. E não existe uma só em que todos os filhos tenham o mesmo comportamento. Cada um é um cosmos independente, o que não significa que esses “corpos celestes” tenham de esbarrar uns nos outros. Seria o caos. (...) Reportamo-nos, então, ao Ecumenismo dos Corações, aquele que nos convence a não perder tempo com ódios e contendas estéreis, mas a estender a mão aos caídos, pois se comove com a dor; tira a camisa para vestir o nu; contribui para o bálsamo curativo do que se encontra enfermo; protege os órfãos e as viúvas, como ensina Jesus, no Evangelho, segundo Mateus, 10:8. Quem compreende o alto sentido do Ecumenismo dos Corações sabe que a Educação com Espiritualidade Ecumênica será cada vez mais fundamental para o progresso dos povos, porque Ecumenismo é Educação aberta à Paz; para o fortalecimento de uma nação (não para que domine as demais); portanto, o abrigo de um país e a sobrevivência do orbe que nos agasalha como filhos nem sempre bem-comportados.

Basta lembrar o lamentável fenômeno do aquecimento global, a cada dia mais denunciado pelas maiores cabeças pensantes do mundo. (...) Os vanguardeiros — entre eles, ativistas ecológicos, políticos e cientistas de ponta — já procuram e empreendem soluções práticas para conter a poluição que nos envenena desde o útero materno.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.