Brasília comemora 56 anos

Fonte: Jornal A Tribuna Regional, de Santo Ângelo/RS, edição de 24 e 25 de abril de 2010, sábado e domingo | Atualizado em abril de 2016.
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Marques de Pombal

Brasília completa em 21 de abril 56 anos. Mas a ideia de transferir a sede do poder vem desde o tempo do célebre Marquês de Pombal (1699-1782), primeiro-ministro do rei português Dom José I (1714-1777), que, no século 18, pretendeu fundar, no interior do Brasil colônia, a “Nova Lisboa”.

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Dom Bosco (1815-1888) 

Dom Bosco (1815-1888), o famoso Taumaturgo de Turim, em 30 de agosto de 1883, sonhou que “entre os paralelos de 15º e 20º havia uma depressão bastante larga e comprida, partindo de um ponto onde se formava um lago. Então, repetidamente, uma voz assim falou: ‘... quando vierem escavar as minas ocultas, no meio destas montanhas, surgirá aqui a terra prometida, vertendo leite e mel. Será uma riqueza inconcebível...’”

Arquivo LBV

José Bonifácio

Sessenta anos antes, José Bonifácio (1763-1838), patriarca da Independência, apresentara um projeto para a mudança da capital do Brasil para o centro do país, sugerindo-lhe o nome “Brasília”.

Arquivo BV

Juscelino Kubitschek

Em 4 de abril de 1955, o candidato à Presidência da República Juscelino Kubitschek (1902-1976), ao responder, em Jataí/GO, ao estudante Antônio Soares Neto, o Toniquinho, sobre a interiorização da capital brasileira, assumiu o compromisso de, se eleito, cumprir a Constituição e transferi-la para o Planalto Central. E assim, estabeleceu, em seu Plano de Metas, a construção de Brasília como “meta-síntese”.

Em fevereiro de 1957, as obras já estavam a todo vapor. Mais de 30 mil operários, os candangos, chegavam de todas as partes do país, principalmente do Nordeste, dando ritmo ininterrupto ao trabalho.

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Operários atuam na construção de Brasília

Em tempo recorde, Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960. Nossa saudação a tantos que realizaram esse feito heroico, incluídos os gaúchos pioneiros, talentos a exemplo do porto-alegrense Remy Flores Toscano (1914-2003), médico e amigo de JK, fundador do primeiro CTG do Planalto Central.

Laços de amizade
Clayton Ferreira

Imagem do Templo da Boa Vontade, monumento mais visitado de Brasília, DF, recebendo anualmente mais de um milhão de peregrinos, segundo dados oficiais da Secretaria de Estado de Turismo do Distrito Federal (Setur).

Arquivo BV

Em 1994, no Templo da Boa Vontade, Paiva Netto inaugura quadro de Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil, na Biblioteca Alziro Zarur. Ao lado, a saudosa Dona Sarah Kubitschek.

Sou da geração jovem em 1960. A maioria de nós vibrava enquanto a nova capital era erguida. Vivíamos uma epopeia. Lá inaugurei — apoiado pela Juventude Legionária, portanto com entusiasmo de moço —, em 21 de outubro de 1989, o Templo da Boa Vontade. Em 1o de março de 1994, fiz colocar, no TBV, quadro com a foto de JK. A solenidade ocorreu na Biblioteca Alziro Zarur e teve a participação da saudosa dona Sarah Kubitschek (1909-1996). Naquela ocasião, ela assim se expressou: “Quero agradecer a todos esta homenagem tão singela quanto tocante. De fato, estou sentindo que Juscelino está aqui presente em espírito e emocionado. Saio profundamente agradecida, pois o Templo da Boa Vontade é um local de meditação, serenidade e harmonia. Já estive aqui antes e senti o bem-estar que nos traz a visita a este Templo e convido a todos para que venham sempre orar aqui. Que não deixem de vir para receber os efeitos elevados desta Casa”. 

Em outra cerimônia, com grande felicidade, prestamos igual tributo a dona Sarah, expondo seu belo retrato no mesmo local.

 

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.