Juntos contra o terror

Fonte: Jornal A Tribuna Regional, de Santo Ângelo/RS, edição de 31 de maio e 1 de junho de 2008, sábado e domingo. | Atualizado em novembro de 2019.

Em 19 de agosto de 1982, numa sessão extraordinária de emergência, em virtude do grande número de crianças vitimadas pela guerra no Oriente Médio, a Assembleia Geral das Nações Unidas instituiu o 4 de junho ─ Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão.

Em seu artigo "Isabellas clandestinas", publicado na Folha de S.Paulo, em 20 de abril de 2008, o combativo jornalista Gilberto Dimenstein apresentou a conclusão de pesquisa inédita feita pela Universidade Federal de São Paulo, que investigou o comportamento de 800 famílias da periferia da capital bandeirante. No curso dessa análise, o articulista salientou ─ "(...) as Isabellas clandestinas, vítimas da violência doméstica que, por causa de sua condição social e da impunidade, não se transformam em notícia".

Dimenstein prossegue: "Apesar de as informações ainda serem preliminares, os pesquisadores encontraram 20% de crianças vítimas de espancamentos, asfixia, pontapés ou queimaduras, resultando em lesões ou fraturas. (...) A Unifesp está aprofundando números já divulgados pelo Lacri (Laboratório de Estudos da Criança), da USP, baseados nas mais diferentes fontes, como hospitais, conselhos tutelares e juizados: de 1996 a 2007, foram registrados, no país, 49.481 casos de violência grave cometida por familiares contra as crianças em suas casas. Nesse período, contabilizaram-se 532 mortes. Aquela entidade da USP admite que apenas uma pequena parcela dos casos é denunciada. O assunto, na maioria das vezes, morre no silêncio cúmplice".

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Direitos da criança e do adolescente

Por mais de seis décadas, a Legião da Boa Vontade trabalha pelo bem-estar das famílias, em especial de crianças e adolescentes em risco de vulnerabilidade social, sem jamais deixar de promover o esclarecimento pelo prisma da Espiritualidade Ecumênica, pois, como temos destacado, é urgente conhecer os deveres espirituais para que sejam respeitados os direitos humanos em sua inteireza, incluídos os da vítima, não somente os do criminoso.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.