Brasil e abalos sísmicos

Fonte: Jornal O Sul, edição de 25 de janeiro de 2010, segunda-feira.

O Brasil registrou, no dia 11, um terremoto de magnitude 4,3 em Taipu, litoral do Rio Grande do Norte, segundo o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis-UnB). O abalo foi sentido por algumas cidades do Nordeste, contudo não há relatos de danos ou feridos.

Diante dos recentes fatos, alguém pode arguir se corremos o risco de vivenciar tragédia causada por forte tremor de terra.

Em reportagem da BBC Brasil em Londres, assinada por Maria Luisa Cavalcanti, o chefe do Obsis-UnB, George Sand França, aponta que “a hipótese de um terremoto de consequências graves no Brasil é muito rara, mas não pode ser descartada”. Na entrevista, “França enumera uma série de fatores que poderiam influenciar no resultado de um tremor em território brasileiro, como o aumento da densidade populacional, a falta de estruturas resistentes a abalos e comparações com catástrofes ocorridas em locais com características geológicas semelhantes. (...) Desde o início das primeiras medições instrumentais, no início da década de 50, o tremor mais forte já registrado no Brasil atingiu 6,2 graus e ocorreu em 1955 em Porto dos Gaúchos/MT. ‘Hoje, a concentração demográfica da região é muito maior, então dá para se imaginar o que pode acontecer se houver um terremoto igual novamente’, afirmou França. (...). Já para o britânico Julian Bommer, professor de avaliação de risco de terremotos da Imperial College, de Londres, ‘é melhor gastar com a proteção a incidentes mais comuns e urgentes no Brasil, como a violência e as inundações. Apenas para estruturas mais críticas, como barragens e usinas nucleares, deveria se investir em construções antissísmicas.’ Bommer, no entanto, endossa a ideia de que, apesar de ser uma possibilidade muito pequena, o Brasil pode estar sujeito a um terremoto de consequências graves”.

O futuro de Gaia

O momento convida a uma profunda reflexão sobre o grau de influência com que nós, Humanidade, temos contribuído para o recrudescimento desses tristes fatos por que passa o orbe: secas; enchentes; deslizamentos; camada de ozônio ferida; as 271 ultrapassagens do padrão aceitável da qualidade do ar para a saúde, provocadas pelo ozônio em 2009, em São Paulo, um acréscimo de 34% em relação a 2008, de acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Sem contar a falta de prioridade, no caso do Brasil, em construções à prova de sismos. A respeito desse último item, entende-se, porquanto por aqui nada tivemos de verdadeiramente assombroso.

Meditar e agir em prol da melhoria do planeta não é mais bandeira de alguns idealistas; é plano de salvação de nossa morada coletiva. O futuro de Gaia nunca esteve tão dependente de nossa atitude no Bem.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.