Jubileu de Ouro

Fonte: Jornal A Tribuna Regional, de Santo Ângelo/RS, de 5 e 6 de setembro de 2009, sábado e domingo. | Atualizado em novembro de 2019.

Nas comemorações do Jubileu de Ouro da Proclamação do Novo Mandamento de Jesus, em 7 de setembro de 2009, a Juventude Ecumênica da Boa Vontade reuniu num opúsculo, depois num livro, extratos de diversas palestras que realizei ao longo de mais de cinco décadas sobre o tema:

Um dos atos mais comoventes e decisivos da História — o tempo provará — foi a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus, feita por Alziro Zarur (1914-1979), em 7 de setembro de 1959, na cidade de Campinas, Estado de São Paulo, Brasil, no antigo Hipódromo do Bonfim, que, na época, era o espaço público mais amplo que por lá existia, capaz de receber a multidão que fora ouvi-lo. Trata-se, tão expressiva página, do fundamento da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, pois preconiza o Amor do próprio Arquiteto do Universo, por intermédio do Seu Filho Jesus. E a origem de tudo isso é a Boa Vontade. A visão que a Sabedoria imanente do Mandamento Novo do Cristo nos abre torna compreensível para nós o incompreensível; suportável, o insuportável. Por esse motivo é que, no Tratado Universal sobre a Dor (1990), quando nos referimos à Lei do Cristo, ressaltamos que – se nela nos integrarmos – faremos com que o intolerável se torne tolerável, e até a desesperança, esperançosa.

Zarur escolheu o 7 de setembro de 1959 para explanar acerca da libertação espiritual de todos, porque concluíra que qualquer liberdade política, social e econômica é incompleta se não for iluminada pela que do Alto desce sobre nós: “Conhecereis a Verdade [de Deus], e a Verdade [de Deus] vos libertará” (Evangelho, segundo João, 8:32).

Expressão verídica de Justiça e Amor

Muitos ainda confundem Amor com passividade ou impunidade, quando o seu significado é exatamente o contrário. Ora, é inconcebível haver sociedade justa sem que ela receba a sacrossanta iluminação do Mandamento Novo do Divino Legislador. Por simples dedução ou pela mais pura lógica, aquela que não se nega a reconhecer a existência de uma Sabedoria acima de todo o conhecimento terrestre, notamos que que Jesus, o Estadista por excelência, preocupou-se em revelar Sua Instrução Máxima em forma de Lei, para estabelecer ordem: “Amai-vos como Eu vos amei (Boa Nova, consoante João, 13:34).

Somos então colocados diante do maior de todos os Seus preceitos, a base da Constituição Legal do Cosmos. Ele igualmente outorgou regulamento à Lei: “Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos (Evangelho, segundo João, 13:35, de acordo com a Bíblia de Jerusalém).

Logo, devemos imediatamente relacionar a acepção de Justiça à de Amor. No entanto, falo-lhes daquela inspirada nos ditames superiores, que não podem ser tomados pelas barbaridades exercidas em nome do Pai Celestial e do Direito, no decorrer dos milênios.

Em meu artigo “Educação e voluntariado em alta”, expliquei que as palavras do Sublime Pedagogo sobrevivem porque expandem forte mensagem moral (eu não disse moralista), ética, social, humana e espiritual de que todo povo carece. Ao estudá-las, em Espírito e Verdade à luz do “amai-vos como Eu vos amei”, passamos a assimilar — com o fluir do tempo, que é “o grande Ministro de Deus” — o conceito de Justiça unido à Bondade. Não sendo cúmplice do que está errado, mas incorporando à Alma essa elevada aliança civilizante como o sentimento de benevolência que nasce do coração criado por um Deus que, na definição do Religioso Celeste, Jesus, por intermédio de João Evangelista, “é Amor” (Primeira Epístola, 4:8).

Num improviso que proferi no Rio de Janeiro, declarei que a Justiça Divina é equanimemente a expressão verídica do Amor, que, por isso mesmo, tantas vezes, educa com severidade, não com maldade. Não nos esqueçamos daquela lição iniciática que o Irmão Zarur classificou como o Sétimo Mandamento dos Homens e das Mulheres da Boa Vontade de Deus: “Perdoar é transferir o julgamento à Lei de Deus. Mas o Pai não proíbe que Seus filhos se defendam dos maus”.

LBV na Semana da Pátria

Recebi de Alex Dias, do Departamento de Relações Fraternais da Legião da Boa Vontade do Rio Grande do Sul, informações a respeito de nossa participação nas comemorações da Semana da Pátria, por convite da Liga da Defesa Nacional do Rio Grande do Sul. Diz ele: “A sessão solene de abertura oficial da Semana da Pátria, no dia 2 de setembro, foi coordenada pela Assembleia Legislativa/RS, Legião da Boa Vontade e Liga da Defesa Nacional/RS. Na mesma data, o Coral Ecumênico Infantil Boa Vontade apresentou-se na Galeria dos Municípios, importante espaço público da Assembleia Gaúcha, onde está ocorrendo, desde segunda-feira, 31/8, uma Mostra do trabalho da LBV, e, também, da atuação da Liga da Defesa Nacional no Estado. (...) No sábado, dia 5/9, como já se tornou tradição, participamos do desfile cívico estudantil de Porto Alegre e entramos na Av. José Bonifácio sob o ritmo do Poema do Brasileirinho, de Alziro Zarur, levando à frente a belíssima representação artística de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista. No desfile militar que ocorre no feriado de 7 de setembro, segunda-feira, a LBV estará representada por seus jovens legionários que desfilarão, sustentando na Av. Loureiro da Silva a majestosa estampa do Cristo de Deus”.

Grato, Alex. Força Armada e Civil, tudo é Brasil!

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.