Exaltar a face cordial da Economia

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro "Tesouros da Alma", de novembro de 2017.

Há algo errado com a economia vigente. Ao lado de sua face racional, tem de se dispor a cordial, isto é, a inteligência do coração. Em oportunidade não muito distante — esperamos que assim seja —, os corifeus do capitalismo, que sempre se destacaram pelo espírito “pragmático”, irão perceber que a mundialização derrubará todas as espécies de barreiras que lhes serviam de anteparo.

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Não mais haverá oceanos que separem continentes. Se os corruptos já se aproveitam disso — e não é de hoje —, que os homens de bem possam globalizar, com maior rapidez, o Amor Fraterno, valendo-se do grande privilégio do regime democrático, que é a liberdade com alto sentido de dever. Portanto, jamais se esqueçam de que a Democracia é o regime da responsabilidade, como a Economia também o é, de forma que venha a existir o equilíbrio no mundo. A força não é solução, nem no curto prazo, muito menos para sempre (...).

Arquivo BV

Cícero

Jesus, na Boa Nova, segundo Lucas, 16:8, lamentou que “(...) os filhos do Evangelho são menos perspicazes que os filhos do mundo”.

“Quousque tandem?” 1 continuaria perguntando Cícero (106-43 a.C.) ao criminoso Catilina (108-62 a.C.). Sim, até quando os filhos da Luz serão menos audazes? 

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1Nota de Paiva Netto
Frase de Cícero
(106-43 a.C.) — Marcus Tullius Cícero foi um orador e político romano. Ficou famoso o seu eloquente repúdio a Catilina — Lucius Sergius Catilina (108-62 a.C.) —, quando este teve a audácia de comparecer ao Senado Romano depois de descoberta a sua conspiração contra a República: Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?” (Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?). Cícero publicou, além de tratados de retórica, obras de Filosofia.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem "o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno".