Vem aí nova situação geopolítica

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro A Missão dos Setenta e o “lobo invisível”, de junho de 2018. | Atualizada em agosto de 2020.

Discorrendo a respeito da alarmante atualidade da ação predatória do ser humano, influenciado sobremaneira por “lobos invisíveis” — ou seja, o espírito obsessor, pode ser homem ou mulher ainda mergulhado na perversidade, a despeito de ter perdido a vestimenta carnal —, e suas consequências para a população mundial, declarou, por intermédio do sensitivo Cristão do Novo Mandamento Chico Periotto, o Espírito dr. Bezerra de Menezes, em 8 de março de 2003:

Consequências históricas complexas

Poucos estão prestando atenção. Mas, se pegarmos o Apocalipse do Cristo, que o senhor tão bem entende e explica, Irmão Maior Paiva Netto, e analisarmos, firmados em sua pregação, o capítulo e o versículo que focalizam o Armagedom (Apocalipse, 16:16), veremos que, pouco antes do terrível acontecimento, os reis do Oriente adentram o Rio Eufrates (Apocalipse, 16:12). Não se trata de simples coincidência os fatos recentes ocorridos naquela região mesopotâmica. As consequências são históricas, complexas. Desenvolvem-nas as mesmas personalidades de outrora, pelo processo redentor da reencarnação*1.

O Rio Eufrates já secou*2, como anuncia o Apocalipse. Os reis do Oriente — enfrentando o poderio bélico do capitalismo desenfreado [ou sustentados por ele] — avançarão numa sanguinária e abominável batalha, que resultará na Guerra Total.

Os governantes mais lúcidos do planeta tentam bloquear o acontecimento, porque sabem que, em seguida, virão problemas maiores.

Em um primeiro instante, uma ampla devastação. Mortandade jamais vista no mundo. Depois, grandes blocos nunca imaginados começarão a desenhar uma nova situação geopolítica na humanidade.

Só a intervenção de Deus pode nos salvar

Não se esqueçam de que a questão nuclear é um grito da antecipação dos fatos tenebrosos que as criaturas não conseguirão evitar por muito tempo. O mundo será sacudido e parecerá uma pequena bola de gude agitando-se pelo Espaço Sideral. Somente a intervenção de Deus, por intermédio de Forças Multidimensionais capazes de amenizar a drástica e impiedosa ação humana na Terra [influenciada pelo “lobo invisível”], esfriará os resultados catastróficos.

O orbe não será destruído, porque antes disso Jesus intervirá neste planeta.

(Os destaques são meus.)

Acerca do que afirma o nobre dr. Bezerra de Menezes — “antes disso Jesus intervirá neste planeta” —, Alziro Zarur (1914-1979), pregando de improviso em “A Última Batalha de Miguel, o Arcanjo”, que publiquei, em 1982, no Livro de Deus, prediz:

Miguel estará presente no Armagedom Final, que se aproxima. Revelação: haverá intervenção cósmica no planeta Terra. E ela se fará por intermédio dos Espíritos dispostos e predispostos. É verdade que eles aparecerão em todas as camadas sociais, mas vão preferir as camadas subalternas, principalmente no Brasil, a fim de não se desviarem das suas funções e das suas missões.

As massas espirituais, em tropel, se apossarão de todas as posições. Triste fim para o mundo religioso e social! Espíritos guerreiros estarão derramados sobre toda carne mediunizada. Cada homem dessa humanidade vingadora terá a força de cem. Não ficará pedra sobre pedra. E, sobre esses escombros, o Cristo virá em pessoa para o julgamento final*3. (...)

Como se vê, o Armagedom Final não terá, apenas, participantes encarnados, mas, também, desencarnados: os Exércitos de Cima e os exércitos de baixo, na carne e no Espaço, unidos por Jesus para a Vitória Final.

Jesus não é prisioneiro

É preciso destacar, para o perfeito entendimento do que profetiza o Irmão Zarur — saudoso proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo —, que ele não se refere ao Jesus submetido às crenças, por mais distintas e respeitáveis que sejam. Todavia, ao Cristo livre de qualquer partidarismo religioso ou ideológico, porquanto Ele não é prisioneiro nem mesmo do cristianismo terrestre.

Igualmente acerca do Pai Celestial, o sempre lembrado autor de Poemas da Era Atômica (1949)*4, em página publicada na imprensa, intitulada “Um só Rebanho para um só Pastor” — argumentando que Deus nem é mesmo cristão, como alguns ainda O concebem —, pergunta e responde: “Qual a religião de Deus? Deus é católico apostólico romano? Deus é protestante? Deus é espírita? Deus é judeu? Deus é muçulmano? Evidentemente, Deus não pertence a nenhuma religião, a nenhuma Igreja particular; todas elas, sim, pertencem a Deus, que não prefere uma em detrimento das outras”.

Na Proclamação do Novo Mandamento de Jesus, feita por Zarur, em Campinas/SP, Brasil, a 7 de setembro de 1959, ele elucida:

Há tantas religiões ou igrejas quantos são os graus evolutivos das criaturas humanas, determinados pelas suas reencarnações. Claro que a Lei da Reencarnação é tão antiga quanto as criaturas de Deus. Doutrinas anteriores ao Espiritismo são reencarnacionistas, como observou Papus, ou seja, o dr. Gérard Encausse, doutor em Cabala, médico-chefe do laboratório do Hospital Charité, de Paris, diretor da revista L’Initiation, membro fundador do Grupo Independente de Estudos Esotéricos, da Ordem Martinista, da Ordem Cabalista Rosa-Cruz etc. Escreveu ele: “... Com efeito, a Reencarnação foi ensinada como um mistério esotérico*5 em todas as iniciações da Antiguidade. Eis uma passagem dos ensinos egípcios, 3.000 anos antes da vinda de Jesus, sobre a Reencarnação: ‘Antes de nascer, a criança viveu; a morte nada termina. A vida é uma volta; ela passa semelhante ao dia solar que recomeça’ (Fontane, Egyptes, 424)”.

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*1 Reencarnação — Saiba mais sobre o tema no primeiro volume da coleção Sagradas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo (1987), de Paiva Netto, no capítulo “Quanto à sua fonte inspiradora: Jesus, o Cristo de Deus”, no subtítulo “Paulo Apóstolo e Reencarnação”.

*2 O Rio Eufrates já secou — Leia o capítulo “Fins do mundo”, partes I, II e III do livro Apocalipse sem Medo (2000). Essa obra faz parte da série do escritor Paiva Netto “O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração”. Composta de Somos todos Profetas (1991), As Profecias sem Mistério (1998), Jesus, o Profeta Divino (2011) e Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade — O Poder do Cristo em nós (2014), a coleção ultrapassou a expressiva marca de 3,5 milhões de exemplares vendidos.

*3 Nota de Paiva Netto

Aprendemos, no estudo do Evangelho e do Apocalipse do Cristo, que Deus concede a cada um de acordo com o próprio merecimento de cada um, consoante Jesus adverte, por exemplo, em Seu Evangelho, segundo Mateus, 16:27: “Porque o Filho de Deus há de vir na glória de Seu Pai, com os Seus Anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras”. De outra forma, o Divino Chefe estaria criminosamente promovendo a impunidade, hoje muito em voga neste mundo.

*4 Autor de Poemas da Era Atômica (1949) — Alziro Zarur (1914-1979).

*5 Nota de Paiva Netto

O dr. Gérard Encausse, mais conhecido como Papus, emprega a palavra “esotérico” — na atualidade confundida jocosamente como magia de esquina ou coisa de aventureiros — com o original significado. Segundo encontramos no Dicionário Michaelis, consiste no que é “reservado aos iniciados” espirituais. Ora, é missão da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo trazer também ao povo o que antes era privilégio de pequenos grupos mais espiritualmente eruditos, até mesmo na Ciência, naqueles tempos muito perseguidos.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.