Uma Prece por Isabella e por todos nós

Fonte: Jornal A Tribuna Regional, de Santo Ângelo/RS, edição de 26 e 27 de abril de 2008, sábado e domingo | Atualizado em novembro de 2016.

Ó pequenina Isabella, onde no Mundo Espiritual estiver, receba as nossas vibrações de Paz e o pedido de perdão. Que o seu Espírito seja, por Almas bondosas, muito bem conduzido.

O drama pelo qual você passou é também um brado às consciências quanto aos inúmeros casos semelhantes ao seu e que, por vezes, seguem impunes pelo mundo. Isabella, que, na dor, seu sofrimento seja a bandeira de libertação de tantos que padecem por torturas iguais. Do contrário, de pouco terá adiantado a massificação midiática do criminoso episódio que interrompeu sua vida e das consequências dele advindas. Que tudo isso se torne um clamor incessante contra a violência que saiu das ruas e invadiu os lares. Que a pedofilia, o infanticídio, a agressão à mulher e aos idosos, os assassinatos, enfim, a criminalidade que a cada dia é vista por alguns, no Brasil e no exterior, como “notícia comum” encontre um basta. A indignação geral sobre o ocorrido precisa converter-se de fato em eficientes ações preventivas, senão reassistiremos a tudo, com diferentes nomes, endereços e motivos. Aliás, o que vergonhosamente persiste, apesar dos esforços de pessoas determinadas, que não desistem.

Isabella, peço-lhe permissão para, nesta página, fazer uso da Prece, como lenitivo ao seu Espírito e inspiração a todos nós na Terra. São modestas palavras que elevei a Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, em Santa Maria do Arnoso, Portugal, em 10/9/2001. A propósito, por estes dias, uma criança conhecida minha, também com 5 anos, no seu linguajar simples, falou-me nestes termos: “A oração é a única força do Espírito encarnado. Ela protege a Terra. Pela Prece vem o poder da cura!". Ora, se isso hoje não for prático para a sensibilidade humana, então, ad nauseam, feche-se o planeta para balanço.

Aos Pés de Jesus

Jesus, sois a misericórdia de todos os que padecem, Providência dos sofredores e aflitos.
Ó Sublime Educador, Mestre da Serenidade Infinita, Alma Celestial, espelho de toda a Generosidade, Potência Divina de nossa crença e de nossa Fé, em Quem permanentemente depositamos a confiança! Nós Vos amamos!
Jesus, sois o Maior e o Melhor dos Amigos, o Decifrador de todos os mistérios e das Equações do Universo Infinito.
Ó Senhor! Conduzi-nos, por Vossas Seguras Mãos, pelos iluminados caminhos que só Vós conheceis, rumo ao destino que erguestes para nós, humildes servos, consoante o merecimento de cada um, pois sois o Realizador das Determinações Corretíssimas da Justiça que promana de Deus, Nosso Pai.
Em Vós confiamos sempre, Companheiro Fiel dos que, neste e no Outro Mundo, lutam sem cessar pela concretização do Vosso Reino, conforme anunciastes em Amor, Espírito, Justiça e Vida.
Sabemos que — de acordo com as Vossas Palavras, no Evangelho e no Apocalipse — apenas aguardais de nós a pertinácia na Fé e o inderrotável esforço no trabalho.
Quem em Vós realmente crê não perde o seu tempo.
Fidelissimamente, em Vós confiamos.
Humildemente, ajoelhados, elevamos aos Vossos Pés esta promessa em forma de oração.
Recebei, Senhor, a nossa comovida súplica.

E, nesta hora pesarosa, pedimos a Tua Justiça pela Alma da pequena Isabella, e que a nossa Prece tenha chegado ao coração dessa sofrida criança.

Amor versus impunidade

Para finalizar, acho oportuno, nesta ocasião, compartilhar com vocês alguns pontos de Reflexões da Alma (2003):

Creio no Amor Universal, que impulsiona a civilização à sobrevivência. A Humanidade tem sido obstinada na decisão (muitas vezes inconsciente) de subsistir, a despeito das incontáveis armadilhas que lhe são montadas existência afora. Trata-se da paixão natural dos povos pela vida. Eis a minha convicção mais arraigada, cujo desejo mais profundo é viver pacificamente com todas as criaturas. O meu ideal ecumênico preconiza a irmanação de todos os seres humanos e espirituais, já que os mortos continuam vivos e por sermos criação de um Deus único, eternamente operante.

O Novo Mandamento do Cristo é a Lei de Solidariedade planetária, ainda pouco conhecida e muito menos vivida. Mas um dia virá a ser, por força do Amor ou por intervenção da Dor: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos” (Evangelho de Jesus, segundo João, 13:34 e 35; 15:12 e 13).

Alguém pode questionar: “Como o senhor fala em coisas tão belas, embora abstratas, em um mundo violentamente adverso a essa espécie de pensamento?!

Meu amigo, minha amiga, esta é justamente a hora de as proclamar! Vou explicar-lhes minha posição com um trecho do discurso que proferi, em 1982, ao povo que me honrava com sua presença durante um Congresso da Boa Vontade, em Goiânia/GO: Falar de entendimento quando todos se compreendem; de Solidariedade quando ela é vivência comum entre os seres da Terra; de Paz, na paz; de gentileza, numa sociedade gentil; ou do significado do sorriso onde as pessoas proclamam e exercem a Fraternidade Ecumênica, que valor teria?

Contudo, faço sempre questão de lembrar Confúcio (551-479 a.C.): “Paga-se a Bondade com a Bondade, e o mal com a Justiça”.

Exato. Amor e impunidade não combinam.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem "o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno".

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