Deus não tem ponto final

Fonte: Jornal A Tribuna Regional, de Santo Ângelo/RS, edição de 14 e 15 de junho de 2008, sábado e domingo | Atualizado em março de 2017.

Aos pacientes leitores e leitoras, trarei mais algumas reflexões de meu livro Sociologia do Universo. Nos debates sobre Deus, faz-se necessário considerar que Ele não é um mero produto da Fé. Por isso, a forma de raciocínio nesse particular é semelhante à que expressei na ainda polêmica tese acerca da vida extraterrestre. Por ocasião do 1o Fórum Internacional de Ufologia, sediado no Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV, em Brasília/DF, de 7 a 14 de dezembro de 1997, comentei: O mundo discute, há muito tempo, a existência dos chamados óvnis. Relativamente a isso, o essencial não é acreditar ou deixar de crer neles, mas, sim, saber se esses fenômenos são ou não verdadeiros.

J. A. Parmegiani

Participantes do 1º Fórum Internacional de Ufologia, sediado no ParlaMundi da LBV, em 1997.

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Padre José Gabriel Funes

Aliás, a respeito da vida em outras partes do espaço sideral, é bem-vinda a declaração feita, há alguns anos, pelo então diretor do Observatório Astronômico do Vaticano, padre José Gabriel Funes, em entrevista ao jornal L’Osservatore Romano: “Não podemos colocar limites à liberdade criadora de Deus. (...) Como podemos excluir que a vida tenha se desenvolvido também em outro lugar?”

Em Deus não se coloca ponto final.

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão

Bem a propósito, ainda no ParlaMundi, no 1o Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, em 18 de outubro de 2000, o prof. Ronaldo Rogério de Freitas Mourão (1935-2014), astrônomo e físico brasileiro, internacionalmente conhecido, num trecho de sua palestra, quando discorria sobre a visão ampliada que passamos a ter do cosmos, esclareceu que “ele era limitado porque o ser humano tem necessidade de limitar tudo, dando começo e fim às coisas. Nossa mente é assim. Imaginamos o ser humano como mortal. Não acreditamos que a vida seja imortal, e eu não tenho dúvida nenhuma de que a vida é imortal; quem é mortal somos nós, o indivíduo, mas a vida se perpetua permanentemente no Universo. Ela está aí totalmente espalhada, e isso é importante para se analisar”.

Sistema geocêntrico, aliás, egocêntrico

   

Imprescindível se torna que usemos de isenção e modéstia na análise dos assuntos não completamente decifrados. Em As Profecias sem Mistério (1998), argumentei que, se alguém assegurar ser tal coisa impossível — tendo em vista determinado parecer científico —, qualquer um poderá perguntar-lhe a que ciência se refere: a do passado, a contemporânea ou a do futuro? Sim, pois os enunciados da respeitável e utilíssima ciência, sem a qual não podemos viver, evoluem, devendo fazê-lo constantemente. Por isso, é sensato refletir sobre a ponderação do saudoso físico brasileiro César Lattes (1924-2005), um dos descobridores do méson-pi: "A ciência deve tomar muito cuidado quando afirma que muitas coisas não existem (...)".

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César Lattes

Tudo progride. Quantas coisas que ontem eram verdades inamovíveis no campo da religião e da ciência não mais o são. Em 1987, na Folha de S. Paulo, destaquei um exemplo: (...) a Terra (por antigas concepções defendidas a ferro e fogo) seria o centro do universo. Aliás, o sistema geocêntrico nada mais simboliza do que um método egocêntrico: o homem a pretender que o universo evolua em torno de seu ego (...).

Ciência, amor e verdade

A questão consiste em procurar saber onde se encontra a verdade, e não — subjugados pelo preconceito — concluirmos, por decisão irrevogável, em que vertente ela se situa.

Há décadas venho preconizando que a Ciência (Cérebro, Mente), iluminada pelo Amor (Religião, Coração Fraterno), eleva o ser humano à conquista da Verdade.

Prevenindo o glaucoma

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o glaucoma — doença que afeta cerca de 65 milhões de pessoas no mundo — é considerado a maior causa de cegueira irreversível (5,2 milhões de pessoas). Trata-se de um grande vilão, isso porque é responsável por 15% da cegueira no planeta.

Existe em nosso país aproximadamente um milhão de portadores da enfermidade, e outras 900 mil pessoas desconhecem que possuem o problema.

Reprodução BV

Leôncio Queiroz Neto

Em entrevista ao programa Vida Plena, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canal 196), o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto explicou o porquê da desinformação: “O glaucoma não apresenta indício algum. Geralmente, o portador da doença sente a visão um pouco turva, uma leve cefaleia frontal ao fim do dia, mas são sintomas genéricos que podem ser confundidos com outros problemas. Entretanto, ele está perdendo a visão sem saber”. Queiroz Neto aconselha um check-up anual preventivo da saúde ocular. “É aí, muitas vezes, que a gente tem a chance de avaliar se a pessoa está dentro, ou não, do grupo de risco de desenvolver o glaucoma.”

Correspondência

Vivian R. Ferreira

Guto Franco

Recebi e agradeço mensagem fraterna do ex-diretor do programa A Turma do Didi, da TV Globo, Guto Franco, a respeito desses nossos escritos. Com a generosidade de Alma que lhe é peculiar, comentou: “O Paiva Netto sempre atento, fazendo, muitas vezes, nossas vozes soarem pela dele. Abraço. Guto Franco”.

Grato, Guto. Contudo, expresso apenas, de coração, o que o Divino Mestre espera de todos nós: a vivência de Seu Mandamento Novo: “Amai-vos como Eu vos amei”.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem "o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno".

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