Razão e espírito solidário nos relacionamentos internacionais

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída da entrevista concedia por Paiva Netto à jornalista portuguesa Ana Serra, em setembro de 2008.

Na luta por um mundo melhor, deve o ser humano, antes de tudo, procurar a parte de Deus, que toda gente possui. Não falo aqui no deus criado pelo homem à imagem e semelhança do homem, porque essa criação é por demais grotesca. Em vez de andar atrás de coisas que eventualmente nos separem, é dever de todos trabalhar por aquilo que eternamente nos une: o Bem.

Costumo dizer — e há muito tempo — que é nos momentos de crise que se forjam os grandes caracteres e surgem as mais poderosas nações.

Em 18 de dezembro de 1982, em Goiânia/GO, Brasil, na entrevista que concedi à repórter Cristina, da TV Goyá, relembrei uma bandeira que me acompanha desde a juventude: viver a unidade na diversidade, para vencer a adversidade.

shutterstock

Por isso, nos encontros entre expressivas economias do planeta — naturalmente movidas pelo instinto de sobrevivência, ressaltado por mim na Folha de S.Paulo, em 27 de abril de 1986 — na busca de mecanismos salutares para o enfrentamento de crise, é essencial, contudo, que a razão seja permeada pelo espírito solidário (coisa ainda rara nesses relacionamentos internacionais), pois o coração torna-se mais propenso a ouvir sempre que a Fraternidade é, de fato, o alicerce do diálogo. Desejo, portanto, submeter ao critério de meus leitores que podemos construir uma sociedade globalizada melhor, de Paz, de Fraternidade Ecumênica e batalhar para essa transformação em toda a parte, tema que igualmente defendi na revista Globalização do Amor Fraterno

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem "o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno".