A função civilizadora do comércio – Final

Fonte: Revista BOA VONTADE, edição 192, de agosto de 2004. | Atualizado em julho de 2018.

Ciência e Sabedoria Espiritual

Um dia, a Razão e a Fé, após um comovente amplexo, finalmente cantarão as belezas da Ciência Divina. O amadurecimento das criaturas é fato inarredável, que lhes permitirá condição superior de vida. Nessa época primorosa, o sucesso virá para todos, “de acordo com as próprias obras de cada um” (Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 16:27). Por isso, tantos não veem com bons olhos a instrução e a educação das massas, pois, quanto menos informados estiverem dos seus direitos (e deveres), mais facilmente dominadas padecerão, já que poucas e ineficientes serão as suas obras, a começar pelas espirituais, ou seja, aquelas que decidirão sua verdadeira felicidade, nesta ou na Outra Vida. A fortaleza do ser humano está no poder imanente de sua consciência em paz consigo mesma. Afora isso, sem a justiça do prêmio pelas boas realizações, estabelece-se o clima absurdo da iniquidade como regra cínica de uma sociedade que a si própria se condena. Advertiu o Divino Educador: “À hora que não esperais (pois só cuidais dos prazeres humanos) voltará vosso Senhor!” (Evangelho de Jesus, segundo Lucas, 12:40).

Tela: Ivan Aivazovsky (1817-1900)

Título da obra: Jesus caminha sobre a água.

Manter viva a Fraternidade

Deus nos concede o conhecimento das Leis Universais. Jesus nos ergue com a sabedoria das Leis Morais. Sem a noção dessas e daquelas, torna-se difícil a vivência de melhores tempos na Terra, porque é preciso que a chama da Fraternidade Ecumênica não murche nos corações humanos nem nos dos Espíritos, que nos acompanham nas andanças por este plano físico. O Mundo Espiritual não é uma abstração. Ele é invisível, mas existe.

Reprodução BV

Blaise Pascal

Aos que se arrepiam à simples alusão destes postulados, esta máxima do filósofo e matemático francês Blaise Pascal (1623-1662): “Aquele que duvida e não investiga, diante de uma dúvida, torna-se não só infeliz, mas também injusto”.

E podemos ousar acrescer às sábias palavras do velho Blaise esta consideração: a de ser injusto consigo mesmo (ou injusta consigo mesma). Porque fechar a si a porta de novos continentes de sabedoria jamais vistos é crime inafiançável perpetrado contra o próprio futuro.

Ontem, o ser humano se arrastava pela terra; hoje, voa pelos céus. Agora, a mente racional, acostumada ao imperativo da prova para proclamar a realidade de qualquer fenômeno, declarada ou timidamente, procura Deus a fim de compreender mistérios para os quais o cálculo não encontra explicação.

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Reprodução BV

Max Planck

Para terminar este papinho com vocês, nada melhor do que trazer esta excelente dissertação de Max Planck (1858-1947), o enunciador da Teoria Quântica: “Como físico, portanto, como homem que dedicou a sua vida à insípida Ciência, à investigação da matéria, estou certo de não dar margens a ser considerado um irresponsável. E assim, após as minhas pesquisas do átomo, posso dizer o seguinte: não existe matéria isoladamente! Toda matéria consiste e se origina somente pela força, que põe em vibração as partículas atômicas e as coliga nos minúsculos sistemas solares do átomo. Uma vez que em todo o Universo não há uma força abstrata inteligente e eterna, devemos consequentemente admitir a existência de um Espírito Inteligentíssimo”.

Touché!

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem "o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno".