Linfa Celeste

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro “Os mortos não morrem”, de outubro de 2018. | Atualizada em maio de 2021.

Nas páginas finais de meu livro Os mortos não morrem (2018), registrei comovida súplica ao Divino Condutor de nossas vidas, a qual dedico a Você, querida Irmã leitora, à Você, prezado irmão leitor do meu blog:

Ó Jesus,

Socorro aos famintos,

Alegria para os tristes,

Amparo para a melhor idade,

Proteção para as crianças,

Segurança para os jovens e adultos,

A extinção das corrupções deste mundo,

A sublimação de todas as áreas do saber espiritual-humano.

O fim do fanatismo nas crenças,

O Pão Vivo que desceu do Céu para os carentes do corpo e da Alma.

Prometeste no Apocalipse, 6:6, e na Tua Palavra confiamos: “E ouvi uma voz no meio dos quatro seres viventes que dizia: Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho”.

E, no versículo 4 do capítulo 9, do mesmo livro profético, anuncias: “E lhes foi ordenado que não causassem dano à grama da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma, e tão somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre as suas frontes”.

Ó Divino Mestre, Fluido Divino, inextinguível, para saciar, em qualquer tempo, por pior que seja, os sedentos da Linfa Celeste.

Disseste também no Teu Evangelho, segundo João, 4:14: “Aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe ofereço se fará nele uma fonte a jorrar para a Vida Eterna”.

E mais: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Evangelho do Cristo, segundo João, 7:37 e 38).

Ó Jesus, Guardião das Almas que padecem, capaz de lhes pensar e acalmar as dores. O nosso coração está confortado com os Teus lenitivos, pois Tu disseste: “Eu não vos deixarei órfãos e estarei convosco, todos os dias, até o Fim dos Tempos” (Evangelho, segundo João, 14:18, e Mateus, 28:20).

Ó Sábio Professor, que esclarece mentes submersas nas confusões da vida humana e da existência espiritual nas regiões inferiores — porquanto a vida é permanente na Terra e no Céu da Terra —, em Ti depositamos o nosso futuro! Tu és a voz que todos, sabendo ou não, esperam escutar em si mesmos, como o símbolo da salvação verdadeira, após o Silêncio no Céu, por cerca de meia hora.

“Quando o Cordeiro de Deus abriu o Sétimo Selo, fez-se grande silêncio no céu cerca de meia hora” (Apocalipse do Cristo, 8:1).

Contigo, Senhor, suportaremos o que vier depois desse grande silêncio no Céu. E, se nos é permitido fazer-Te um pedido, que seja este: volve a Tua Visão Divina para nós, porque, sob o Teu olhar compassivo, estaremos a salvo das trevas, pois ele é luminoso, e dos seus feixes de luz, que convergem para as nossas consciências sedentas de Justiça, desce a Sabedoria Santa, de que não podemos abrir mão para estar vivos na Vida, que és Tu.

Ó Senhor, cuja Misericórdia nos sustenta, nada há de faltar, como disseste no Apocalipse e no Evangelho, aos que, em verdade, sem ambição, Te acompanharem os passos. No Teu Livro da Revelação Final e na Tua Boa Nova, não permites a menor sequer das dúvidas quanto à Tua Proteção aos que sabem, na realidade, seguir-Te a Luz. Para estes, a Tua resplandecente luminosidade basta, visto que se trata da segurança para o corpo e para a Alma de todos nós.

Perdoa-nos os erros, Senhor. Estamos procurando nos corrigir incessantemente. E, como diz o Apóstolo Pedro na sua Primeira Epístola, 4:7 e 8:

“7 Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações.

“8 Acima de tudo, porém, tende Amor intenso uns para com os outros, porque o Amor cobre uma multidão de pecados”.

Em Ti, Senhor, confiamos sempre, seguimos-Te sempre, seguros sempre, pelas estradas da vida (na Terra e no Céu da Terra), porque Tu, que nunca mentiste, afirmaste: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Evangelho, segundo João, 14:6).

Que assim seja, ó Jesus, agora e por toda a Eternidade!

Os mortos não morrem!

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.