“Por que temeis, homens de pequena fé?”

Fonte: Revista JESUS ESTÁ CHEGANDO!, edição 136, de maio de 2020.

Disse Jesus: “Na vossa perseverança, salvareis as vossas Almas” (Santo Evangelho, segundo Lucas, 21:19).

Alicerçado na vigorosa mensagem de renovação e pertinácia no Bem apresentada por Jesus, o Presidente-Pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, José de Paiva Netto, trouxe a sua obra literária A Esperança não morre nunca.

Verdadeiro compêndio de fortaleza espiritual, o livro é uma exaltação ao Cristo de Deus, que tanto semeia a Divina Esperança nos corações. Suas páginas são eficaz medicamento para a Alma, bálsamo revigorante que chega no momento em que a humanidade enfrenta a pandemia do novo coronavírus, um de seus maiores desafios desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Convocando-nos a testemunhar nossos valores e atos na Fé inabalável em dias melhores, a obra nutre nosso íntimo com o imprescindível tônico da Espiritualidade Ecumênica.

Vivian R. Ferreira

Oferecido gratuitamente pelo autor em forma de audiobook e e-book, o livro leva apoio espiritual direto a todos, aos que estão atuando nos serviços essenciais e àqueles que se recolheram em seus lares visando à proteção individual e coletiva, mas que permanecem em oração pelos que estão na linha de frente do combate a tão devastadora pandemia da Covid-19, pelos enfermos e pelos que retornaram à Pátria da Verdade. Esses Irmãos em Cristo Jesus fazem de suas casas abrigos de Amor Fraterno e de persistência nos bons sentimentos, além de socorrer pela Caridade Completa — Espiritual e Material — aqueles que mais necessitam de uma generosa mão estendida.

divulgação

A todos os que desejam fortalecer o coração para enfrentar e vencer esse momento difícil, é com imensa alegria que esta edição da revista JESUS ESTÁ CHEGANDO! transcreve, a seguir, o prefácio dessa obra épica do escritor Paiva Netto, a fim de, em uníssono, bradarmos com ele: A Esperança não morre nunca, porque nossa Esperança é Jesus!

Boa leitura!

Os editores

Quantas vezes, ao ter de enfrentar os embates do mundo, tudo parece perdido na vida do ser humano, que lamenta: “Nada dá certo... Para que lutar? Olha a calúnia, a infâmia! Veja a mentira, a ganância, o ódio, a falta de misericórdia. O Amor sumiu da Terra! Não há mais Esperança...”

Ora, ninguém está alheio aos dramas, que, se não forem os seus próprios, atingem a quem amamos. Mas, para aqueles que cultivam a Fé Realizante*1, a Luz de Deus e o Esplendor do Cristo virão em seu auxílio, e ela ou ele sempre restabelecerá suas forças, a fim de atravessar as frias sombras do inverno e ver despontar no horizonte o Sol da Esperança Divina!

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Ainda que essa luminosidade não possa mostrar-se em todo o seu brilho, em todo o seu fulgor, invariavelmente apresenta um sinal, como a dizer: “Por que temeis, homens de pequena fé? Eu sou capaz de aplacar qualquer tempestade. Não vos transmiti o meu vigoroso incentivo? Jamais se esqueçam dele: ‘Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie. Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos!’” (Evangelho do Cristo, segundo João, 14:27; e Mateus, 28:20).

Jesus vence as procelas do mundo

Por pior que seja a tormenta, Jesus sempre conduzirá e fortalecerá os que, amando-O e perseverando além do fim, encontrarão as soluções para as dores dos povos, pois Ele calará os ventos, acalmará os mares e estabelecerá uma duradoura bonança. Vamos à extraordinária passagem bíblica que motiva essas nossas reflexões:

Jesus aplaca a tempestade

(Evangelho, consoante Mateus, 8:23 a 27; Marcos, 4:35 a 41; e Lucas, 8:22 a 25)

“Aconteceu que, num daqueles dias, Jesus tomou uma barca, acompanhado pelos Seus discípulos. E eis que se levantou no mar tão grande tempestade de vento que as ondas cobriam a barca, enquanto Jesus dormia na popa, sobre um travesseiro. Os discípulos O acordaram aos brados, dizendo: Salva-nos, Senhor, porque nós vamos morrer! E Jesus lhes respondeu: Por que temeis, homens de pequena fé? Então, erguendo-se, repreendeu os ventos e o mar; e se fez grande bonança. Aterrados e cheios de admiração, os discípulos diziam uns aos outros: Afinal, quem é este, que até o vento e o mar Lhe obedecem?

Tela: Joseph Von Führich (1800-1876)

Título da obra: Cristo no mar.

Jamais desistir do Bem

Fernando Franco

Vanderlei Alves Pereira

A Esperança não morre nunca! Essa inspiração me veio à mente, no início da década de 1980, ao assistir, na televisão, a um moço dizer ter perdido a fé no futuro. Não me considero poeta. Mas tomei da caneta e ousei estes simples e despretensiosos versos, depois musicados pelo maestro legionário Vanderlei Pereira:

A Esperança não morre nunca!

A Esperança

não morre nunca!

Nunca!

Não morre, não!

Pois, como a Vida,

que é eterna,

mãe tão fraterna,

pode morrer?!

Não, não morre

nunca!

Não morre, não,

a Esperança no coração!

A Esperança é Jesus!

Combater a apatia

Pelas veredas da existência espiritual-humana, quantas vezes nos deparamos com dificuldades, das quais — pensávamos todos — não haveríamos de restar?

“Ah, meu Deus, que situação! Se eu vou nessa direção, crio problemas aqui; se vou em frente, crio problemas na direção oposta; se viro pra cá, aborreço esse ou aquele”.

Aí você vai dormir, toma um bom banho quente ou frio (conforme o gosto) e, no outro dia, descobre uma solução ou aparecem outras demandas para resolver e, então, se surpreende: “Ih, até havia esquecido: aquilo que me parecia uma enormidade já passou! Aquela outra situação teve um bom desfecho! Já sei como superar tal percalço!”

Não se trata de um passe de mágica, tampouco incentivo a quem quer que seja a desviar a cara dos desafios reais que se apresentam. Todavia, quando estamos decididamente empenhados em defrontar os embates diários, os Amigos Espirituais — conhecidos ainda por Almas Benditas, Espíritos Guias, Numes Tutelares... — também operam os seus feitos e se aproximam de nós com elevadas sugestões, intuindo-nos a enxergar caminhos antes despercebidos. Basta acreditar nesse apoio invisível e estabelecer uma sintonia sublime com nossos Anjos Guardiães para, de fato, contar com eles.

No entanto, ainda há alguns — e respeitamos os seus motivos — que acidamente retrucam: “Eu não creio nessa coisa de Esperança”.

Porém, qual o contraponto em suas propostas? Com frequência, recorre-se a um vazio existencial. Contudo, não podemos aceitar o desalento, o derrotismo, a apatia, o desprezo da criatura por si própria e por seus pares como saídas para quaisquer crises. Sempre tem de haver Esperança! E, acima de tudo, a firme vontade de sobrepujar as intempéries da vida. A questão é querer fazer o Bem, fazer, mas fazer certo!

Reagir ao desânimo gera boa disposição

Costumo afirmar aos meus estimados leitores e às minhas queridas leitoras que reagir ao desânimo gera boa disposição! Do contrário, o que nos resta? Deitar e morrer?! Jamais!

A Alma carece de constante estímulo à prática das Boas Obras. Por que dizer aos jovens que não alimentem a Esperança? Se o nobre idealismo não sobreviver, o que lhes sobrará? Um campo aberto para o esmorecimento. Todos percebem que, num mundo globalizado, o mal que acontece lá (onde quer que seja esse lá) poderá atingir-nos bem aqui. Vejam o caso da economia mundial com o baque sofrido em 2008*2, de que poucos suspeitavam e cujos reflexos se estendem até hoje. Inacreditável, não é? Por isso, necessário se faz surgir algo além do presente estágio do conhecimento terrestre: ligarmo-nos ao Governo Ideal, que começa no Céu. Foi o próprio Cristo Quem assegurou tal realidade nestes Versículos de Jesus Infalíveis*3:

“18 Em verdade, em verdade vos digo: Tudo quanto ligardes na Terra será ligado no Céu; e tudo quanto desligardes na Terra será desligado no Céu.

“19 Ainda vos digo mais: Se dois de vós concordarem na Terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos Céus.

“20 Porque, onde houver dois ou mais reunidos em meu nome, aí estarei no meio deles” (Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 18:18 a 20).

É imprescindível aplicarmos, em todas as circunstâncias, a Espiritualidade Ecumênica antes de tudo. Trata-se de tema que, um dia, a cautelosa Ciência abordará sem preconceitos. A intuição, já escrevi, é a inteligência de Deus em nós.

Vivian R. Ferreira
Reprodução BV

Albert Einstein

Pensamento de Albert Einstein (1879-1955): “Acredito em intuição e inspiração. (...) Às vezes tenho certeza de que estou certo sem saber o motivo. Quando o eclipse de 1919 confirmou minha intuição, não fiquei nem um pouco surpreso. Na verdade, eu teria ficado surpreso se tivesse sido de outra forma. A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abraça o mundo inteiro, estimulando o progresso, dando origem à evolução. É, estritamente falando, um fator real na pesquisa científica”.

Muita vez, o que a razão demora a captar a intuição mais rapidamente alcança, incluídas as soluções de nossos maiores infortúnios!

A infindável Esperança

Há quem diga que “a Esperança é a última que morre”. Mas nós, aqui na Religião do Terceiro Milênio, ratificamos, com eloquência, que a Esperança não se extingue jamais, porquanto ela é Jesus, o Cristo Ecumênico, o Sublime Estadista!

Conforme registrei no terceiro volume das Sagradas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo (1991):

A existência da Religião do Amor Universal é a manifestação da crença inderrotável em dias melhores, plenos de dignidade para o Espírito Eterno do ser humano. (...) Desistir do Bem por causa das adversidades? Por quê? Deixemos as amarguras de lado, joguemos nossos complexos no lixo. Se os que nos antecederam, vencendo as piores dificuldades que sempre aparecem desafiantes no caminho do progresso, tivessem capitulado, onde estaríamos?! No tempo das cavernas. Por isso, não esmorecemos. Pelo contrário, nosso dever é não jogar a toalha. Aí, os fatos realmente mudam e o milagre, que de um clique se deseja, concretiza-se: o do trabalho, alimentado pela Fé Realizante.

Reprodução LBV

Thomas Jefferson

De mais a mais, em correspondência de 18 de abril de 1816, Thomas Jefferson (1743-1826), principal autor da declaração de independência dos Estados Unidos, alerta-nos sobre o perigo de sofrer por antecipação: “Quanto nos custaram os males que nunca aconteceram!”

 Levantar, pois, a cabeça e ir em frente, sem temores, é a atitude dos que, com Boa Vontade, acreditam “num Brasil melhor e numa humanidade mais feliz”. Todo dia é dia de renovar nosso destino.

Arquivo BV

Casimiro Cunha

“Se o mundo faz vencedores, Jesus faz invencíveis”, concluiu, esplendidamente inspirado, o poeta vassourense Casimiro Cunha (Espírito), em seu poema Grãos de Luz.

Sigamos firmes com o Cristo de Deus, o Grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho. Ele nos convida a avançar além do Além: "Sê fiel até à morte, e Eu te darei a coroa da vida” (Apocalipse, 2:10).

Porquanto, Jesus é a Bússola de nossa mais legítima Esperança. Sem Ele, isto é, a Fé Realizante e a Caridade Divina, viveremos perdidos nos mares procelosos da vida humana.

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*1 Fé Realizante — É aquela que, seguindo o exemplo de Jesus, realiza Boas Obras e se opõe à fé ociosa, egoística. Leia mais sobre o assunto no primeiro volume das Sagradas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo (1987), do autor de A Esperança não morre nunca. Adquira no site www.PaivaNetto.com/livros ou ligue 0300 10 07 940.

*2 Leia mais sobre o assunto no subtítulo “Entrevista a Ana Serra”, no livro Jesus, o Profeta Divino (2011), do mesmo autor deste artigo. Adquira no site www.PaivaNetto.com/livros ou ligue 0300 10 07 940.

*3 Em mensagem espiritual de 6 de agosto de 2016, intitulada “Versículos de Jesus Infalíveis”, o Irmão Dr. Bezerra de Menezes apresentou importante recomendação dos Amigos da Pátria da Verdade, os quais indicam o estudo do Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 18:18 a 20, como um “roteiro infalível”. Leia a íntegra na edição 126 de JESUS ESTÁ CHEGANDO!, de setembro de 2016, disponível no acervo digital da revista. Acesse em JesusEstaChegando.com/acervo.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.