Os mecanismos justos da Vida Eterna

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro “Os mortos não morrem”, de outubro de 2018. | Atualizada em maio de 2021.

Muitos podem considerar injusto o esquecimento temporário das vidas anteriores quando ocorre o processo do renascimento, questionando: “O que vale reencarnar e esquecer o passado?”

No entanto, conforme expliquei na série radiofônica “Ação e Reação”, no início da década de 1990, ao comentar passagens do livro homônimo de André Luiz (Espírito), pela psicografia do médium brasileiro Chico Xavier (1910-2002), a Sabedoria, a Bondade e a Justiça de Deus são realmente infinitas, porquanto o Pai Celestial tudo faz para aplacar o ódio, mesmo com atitudes ou mecanismos ainda incompreendidos por nós. E o esquecimento temporário das dívidas passadas é um deles. Imaginem se regressássemos ao corpo físico sabendo que fulano de tal nos prejudicou em outra existência ou se alguém tem conhecimento de que nós fizemos isso ou aquilo de ruim a ele... Dessa forma, a reconciliação ou o pagamento das dívidas, enfim, a derrota definitiva do mal pelo plantio do Bem demoraria muito mais.

Quando paramos para pensar, deduzimos que a melhor solução é olvidar mesmo os fatos anteriores, procurarmos saldar os débitos do pretérito e seguirmos adiante.

É verdade que alguns têm ciência, por meio das terapias de regressão de vidas passadas, sonhos e premonições, de determinados eventos, mas de certa maneira velada, porque a psicologia humana é bem diferente da do Espaço, isto é, da Psicologia além da psicologia. Um dia, serão semelhantes ou iguais à medida que o mundo evoluir e a União das Duas Humanidades, pregada pelo saudoso Alziro Zarur (1914-1979), for uma realidade para todos. Ou seja, a humanidade de baixo, esta de que fazemos parte, com a do Alto, a dos chamados “mortos”, mas que permanecem tão vivos quanto nós.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.