ORAR = MEDITAR

Fonte: Livro Crônicas e Entrevistas, de 2000. | Atualizado em outubro de 2017.

É indispensável orar e vigiar (Evangelho, segundo Mateus, 26:41), mormente nas ocasiões de crise, qualquer que seja o local ou o instante. A dor não aguarda oportunidade para bater à porta do nosso coração.

E a prece não é somente útil nos transes dramáticos da vida, mas essencial também na hora de buscar as soluções para os desafios de ordem filosófica, política, econômica, científica, religiosa, artística, esportiva, pública, doméstica etc.

Reprodução BV

Eli Stanley Jones

Orar e meditar têm exata correspondência. Ser humilde, perante a Verdade, é conduta imprescindível. Assim pensava o notável professor e missionário metodista Eli Stanley Jones (1884-1973), que permaneceu largo período de sua vida na Índia e visitou várias vezes o Brasil: “A humildade é a essência da Criação Divina. A primeira providência para o encontro com Deus é liquidar com o orgulho. (...) Quando a pretensão termina, o poder tem início”.

Arquivo BV

Confúcio

Reprodução BV

Mêncio

Convém igualmente recordar esta advertência de Confúcio (551-479 a.C.): “Pague a Bondade com a Bondade, e o mal com a Justiça”.

É oportuno, porém, destacar que o mestre de Mêncio (372-289 a.C.) não falava de revanche, mas de Justiça.

Pai-Nosso — A Oração Ecumênica de Jesus
Tela: James Tissot (1836-1902)

Detalhe da obra intitulada: A Oração do Senhor.

A vocês, prezados leitores, pois, dedicamos a admirável rogativa que Jesus nos legou, como um convite à reflexão nos momentos de angústia. Nunca é demais elevar o pensamento e o coração ao Altíssimo. A Prece que o Cristo ensinou — clara, concisa e prática — é perfeita para todos os instantes da vida, na alegria ou na tristeza, principalmente agora, num mundo em que tudo acontece com velocidade espantosa. Todos podem rezar o Pai-Nosso. Ele não se encontra adstrito a crença alguma, por ser uma oração universal, consoante o abrangente espírito de Caridade do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista. Qualquer pessoa, até mesmo ateia (por que não?!), pode proferir suas palavras sem sentir-se constrangida. É o filho que se dirige ao Pai, ou é o ser humano a dialogar com a sua elevada condição de criatura vivente. Trata-se da Prece Ecumênica por excelência:

“Pai Nosso [ou diria o Irmão ateu, ó minha consciência que paira na altitude do meu mais exalçado ideal!], que estais no Céu [e em toda parte ao mesmo tempo], santificado seja o Vosso Nome. Venha a nós o Vosso Reino [de Justiça e de Verdade]. Seja feita a Vossa Vontade [ e humildemente dizemos: jamais a nossa vontade, porque ainda estamos aprendendo a tê-la com toda a correção], assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje [além daquele que sustenta o corpo, necessitamos do transubstancial, a comida que não perece, o alimento para que o Espírito não esmoreça]. Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoarmos aos nossos devedores. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder, e a Glória para sempre. Amém!” (Evangelho do Cristo, conforme relatou Mateus, 6:9 a 13).

Quem confia em Jesus não perde o seu tempo, e servi-Lo não é sacrifício. É privilégio!

Deus Está Presente!

Viva Jesus!

Que a Paz de Deus esteja agora e sempre com todos nós!

Assim seja!

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.