Estamos corpo, mas somos Espírito

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro “Os mortos não morrem”, de outubro de 2018. | Atualizada em agosto de 2021.

Nós somos Espírito, apenas estamos carne. Nossa essência, portanto, é imortal, porque Deus é Espírito, consoante revelou Jesus à mulher samaritana, no poço de Jacó: “Deus é Espírito; e importa que os Seus adoradores O adorem em Espírito e Verdade” (Evangelho, segundo João, 4:24).

Logo, fomos originalmente concebidos por Deus como Espíritos Eternos: Deus criou o ser humano à Sua imagem e semelhança(Gênesis, 1:27).

Tratar dos assuntos da Alma é uma extraordinária provocação lançada às inteligências perquiridoras, pois abre novos horizontes ao entendimento do que é infinito. Ao se derribar a limitação imposta aos seres humanos — o túmulo —, descortina-se nas mentes a perspectiva de uma existência que é eterna; portanto, a exigir muita responsabilidade nos atos de todos diante da Justiça Divina e das futuras gerações que, pelas vidas sucessivas, herdarão o planeta. A visão de que somos imortais imprime coragem e inteligência ao cotidiano da criatura na superação dos obstáculos, das lutas encarniçadas que travamos neste mundo. Por isso, jamais se deve cogitar o suicídio, que acrescenta às dificuldades enfrentadas na carne severos desafios e sofrimento imensurável à Alma.

Aos que possuem a grande tarefa de levar a bandeira do Espírito às mentes, não basta ser intrépido. É preciso ser inteligente e estar sob a inspiração de Deus; ser estratégico, tático, na disseminação desse bendito ideal.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.