Apocalipse não é terror, é chamada à responsabilidade

Fonte: Reflexão de Boa Vontade extraída do livro “Jesus, o Profeta Divino”, de setembro de 2011. | Atualizada em maio de 2020.

Sobre a realidade confortadora e salvífica da Profecia de Deus, contida no Apocalipse, em 3 de abril de 1991, na cidade do Rio de Janeiro/RJ, tive a oportunidade de, pregando, dirigir-me aos que me honravam com a sua atenção, nestes termos:

A Profecia serve para alertar, fortalecer e dar esperança. Ela assusta apenas os que não a querem estudar sob a Intuição de Deus, os quais, por isso, vivem atemorizados.

O Apocalipse de Jesus não foi feito para apavorar com os caminhos obscuros do mistério, mas para iluminar as estradas da nossa vida, porque Apocalipse significa Revelação. E, como é Revelação, mostra-nos o que estava oculto. E, se descobrimos o que estava encoberto, perdemos o temor das coisas. O desconhecimento é o pai e a mãe da ignorância, a geradora do medo.

Ao nosso encontro vêm essas confortadoras palavras da destemida religiosa mineira Madre Teresa de Jesus [do Brasil] (1898-1982): “A nossa dimensão profética tem que ser capaz de dar uma resposta que o tempo pede. E essa resposta tem que aparecer mesmo no meio de muita dor e contradição. Não podemos ser covardes. O medo não vem de Deus. É na fortaleza do Espírito Santo que está a nossa coragem”. (O destaque é meu.)

E o sacerdote católico chileno Pablo Richard, licenciado em Sagrada Escritura pelo Pontifício Estudo Bíblico de Roma e doutor honoris causa de Teologia da Faculdade Livre de Teologia Protestante de Paris, inspiradamente concluiu: “O Apocalipse nos revela o sentido da história para manter vivas a esperança e a utopia, não para semear o medo e o terror”.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno. Em suma, a constante matemática que harmoniza a equação da existência espiritual, moral, mental e humana. Ora, sem esse saber de que existimos em dois planos, portanto não unicamente no físico, fica difícil alcançarmos a Sociedade realmente Solidária Altruística Ecumênica, porque continuaremos a ignorar que o conhecimento da Espiritualidade Superior eleva o caráter das criaturas e, por conseguinte, o direciona à construção da Cidadania Planetária”.