Escritor da Bulgária destaca: "Paiva Netto dialoga com filósofos e épocas"

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Dr. Boyan Lalov

Os ensinamentos presentes no best-seller Reflexões da Alma, de autoria do escritor Paiva Netto, vêm sendo ressaltados por pessoas de todo o mundo, com a versão da obra em português (Brasil e Portugal), esperanto e espanhol. Dentre tantos leitores internacionais que escreveram parabenizando o autor por esta obra, destacamos, da Bulgária, o dr. Boyan Lalov, professor de Método de Ensino na Universidade Técnica de Sófia, e membro da Academia Búlgara de Ciências e Arte. Confira a seguir trechos da resenha escrita por ele:

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Reflexões da Alma (2003) – Lançado também em Portugal, pela Editora Pergaminho, em 2008, em Esperanto, em 2011, e em Espanhol, pela Editora Dunken.

"Reflexões da Alma é um livro que apresenta a vida espiritual do ser humano dedicado ao amor e compreensão mútua no mundo. Isto é, são reflexões resultantes de clareza espiritual e de décadas de trabalho para o bem da Humanidade. O autor assume a sua missão ainda muito jovem. (...) Há muito tempo Paiva Netto trabalha pelo Desenvolvimento Social, Educacional e Humano. A força que o move é a Espiritualidade Ecumênica, efetivada pela Pedagogia do Afeto e pela Pedagogia do Cidadão Ecumênico. Ele propõe novas ideias e modelos de pensamento humano, unindo Cérebro e Coração.

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Diógenes, Sócrates, Goethe e Victor Hugo.

"A sua obra Reflexões da Alma, traduzida e editada em Esperanto, contém a riqueza de seus próprios pensamentos e ideias nascidas a partir de sua criativa atividade de dezenas de anos. Também estão presentes nestas Reflexões as vozes de grandes criadores da cultura humana, cujos pensamentos o autor compartilha: de Diógenes e Sócrates até Goethe e Victor Hugo.

"Um dirigente socialmente sensível, Paiva Netto conhece sem dúvida a arte da retórica e do diálogo didático. Contudo, no livro, as conversações adquirem uma dimensão entre épocas. Isto é, consiste num diálogo vivo entre as figuras históricas desde os antigos sábios e filósofos, apóstolos e santos até líderes políticos, religiosos e intelectuais modernos. O alto valor destas conversações é o futuro da Humanidade. (...) O autor apresenta o nosso erro como 'grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente avanço ético, moral e espiritual'.

"Ele, então, está voltado aos valores permanentes, que podem salvar os seres humanos do egoísmo e da autodestruição. Ele busca a salvação para todo o planeta por meio do espírito universal da Fraternidade, como pregam grandes pensadores e líderes religiosos plenamente inspirados. 'A Fraternidade é o ‘fio de Ariadne’', escreve ele, 'que, seguramente nos conduzindo pelos caminhos escuros e tortuosos das cavernas do Minotauro, pode levar-nos à esplendorosa claridade do Sol, livrando-nos das trevas dos ódios sectários'.

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Peter Dunov

"Deus de acordo com a compreensão popular é Amor, diz Paiva Netto. Em Sófia, onde agora escrevo, capital da Bulgária, que está situada a milhares de quilômetros de distância do Brasil, há um local sagrado, onde as palavras 'Deus é Amor' estão gravadas sobre uma pedra que cerca uma fonte. Lá, o búlgaro Peter Dunov (também escritor e compositor) pregou há mais de 100 anos sobre a unidade e o amor entre os seres humanos. Pessoas de todo o mundo visitam este local e anualmente escalam a mais alta montanha da península dos Balcãs como demonstração de unidade com Deus e unidade entre si. Para eles o alto céu corresponde sem dúvida ao que é o Templo da Boa Vontade no Brasil, iniciativa de Paiva Netto, visitado por milhões de pessoas de todo o mundo. 

Felipe Moreno/Thiago Bianchi

 Vista aérea do Templo da Boa Vontade.

Alziro Zarur   

"Um dos paradoxos das sociedades humanas é que as religiões nasceram para unir os povos, para fazê-los generosos e humildes diante da Majestade da Criação. Contudo, em razão da estupidez humana, as diferenças religiosas são um instrumento de camuflagem 'de alguns loucos imprevidentes que dirigem povos da Terra', escreve Paiva Netto. Ele relembra as palavras de Alziro Zarur (1914-1979), fundador da LBV: 'O maior criminoso do mundo é aquele que prega o ódio em nome de Deus!'. Essas fortes palavras apresentam a ideia fundamental do Ecumenismo: compreensão e unidade entre todas as comunidades religiosas na Terra para o bem de toda a Humanidade. 'Se os religiosos não fizerem primeiramente a Paz entre si”, escreve Paiva Netto, 'com que autoridade poderão promovê-la entre as nações?' 'A concórdia entre religiosos é a primeira a ser conquistada', diz também Paiva Netto. 'Da paz de consciência dos seres terrenos, gerada por uma nova postura universalista, ecumênica, portanto altamente fraterna, é que nascerá a paz social, a paz entre as instituições e a desejada Paz Mundial.' (...) 'Não haverá verdadeira Paz Mundial enquanto ela não for estendida a todos os habitantes da Terra'.

"Logicamente que sem cumprir o Mandamento de Jesus Cristo, que é amar e perdoar, as religiões perdem o seu sentido e objetivo. E mais: elas podem fazer com que surjam adversários e, em vez de servir para a promoção do bem e do amor entre os homens, estarão apoiando a maldade e o ódio. (...)   

"Superando contendas religiosas, os povos encontrarão os caminhos em direção a uma nova civilização humana. As civilizações antigas nunca tiveram essa força e essa chance. Mas isso pode ser tão ruim quanto aparenta ser bom. '― Que falta para que a paz se estabeleça entre os seres humanos?', pergunta o autor. Resposta: 'Espiritualidade (Espiritualidade Superior)'. Essa é a missão da Legião da Boa Vontade, um movimento de espírito elevado e compreensão entre os povos de todas as religiões e comunidades étnicas.

"Amor, Verdade e Justiça são, em conjunto, a essência de toda religião verdadeira. Esses valores fundamentais são próprios, de acordo com Paiva Netto, de toda criatura humana. Eles estão presentes, consciente ou inconscientemente, em nossa conduta. Uma pessoa, independentemente de raça, religião ou nacionalidade, está em busca do amor, da justiça e da verdade. (...) Outra paz e justiça são necessárias ao mundo. Não aquelas que são atingidas pelas 'esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões; sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos', escreve Paiva Netto na apresentação do livro.

"Não podemos chorar os séculos e calcular as vítimas da raça humana, que desde a era das cavernas até a época das naves estelares guerreiam contra si mesmo em busca de fortuna e vaus. Nós caminhamos sobre a injustiça? Cuidar das crianças para que cresçam, e, ao mesmo tempo, matar-se uns aos outros? A lâmpada da razão não está iluminando suficientemente?!

'De forma alguma o poder das bombas nucleares ou de outras armas de extermínio, nunca anteriormente imaginadas, trará Paz definitiva à Terra. É urgente desarmar os artefatos bélicos. No entanto, é fundamental fazê-lo aos corações sem tardança'... 'Tudo acabou, nada!', conclama Paiva Netto. É um tocante chamado aos desesperançados, ofendidos e humilhados. Mas também é uma convocação à humanidade, aos líderes espirituais de hoje, pois a vida é um valor, uma riqueza do Universo. 

Tela: Gustave Courbet

Pierre Joseph Proudhon

"Paiva Netto cita as palavras de Proudhon: 'A paz obtida com a ponta de uma espada não passa de uma simples trégua'. De acordo com Paiva Netto, 'o estágio de fragilidade moral do mundo é tão avançado que, para acabar com a violência, só existe uma medicina forte: a da escalada do Amor Fraterno, aliado à Justiça, na Educação'.

“'― Como o senhor fala em coisas tão belas, contudo abstratas, em um mundo violentamente adverso a essa espécie de pensamento?!', alguém poderia perguntar. Soam como uma parábola da Bíblia as palavras de Paiva Netto, que responde: 'Falar de entendimento quando todos se compreendem; de Paz, na paz; de gentileza, numa sociedade gentil... que valor teria?'

"Ao contrário, nós devemos falar agora sobre Salvação (...). É tempo para uma civilização de Razão e Coração! 'A concórdia entre religiosos é a primeira a ser conquistada', como lemos no livro. 'Da paz de consciência dos Seres Terrenos, gerada por uma nova postura universalista, ecumênica, portanto altamente fraterna, é que nascerá a paz social, a paz entre as instituições e a desejada Paz Mundial'.

Divulgação

Zamenhof

“'Para avançar', conforme Paiva Netto, é necessário 'revestir-se das armas da paciência e da determinação e fortalecer, nas horas de perigo, a Alma' (p. 103). Essas palavras nos fazem lembrar “O Caminho”, criado há 100 anos por Lázaro Luiz Zamenhof (1859-1917), criador do Esperanto: 'A esperança, a obstinação e a paciência — eis os signos em cuja potência nós, passo a passo, após longo trabalho, alcançaremos a Meta'. Que semelhança admirável! Neste sentido, o movimento do Esperanto e o Ecumenismo são espiritualmente próximos, como concepção e finalidade. Eles se dedicam à ideia divina do Amor e da Fraternidade. Conforme Paiva Netto, esta ideia está intrinsecamente enraizada na criatura humana.

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O jornalista e cineasta polonês Roman Dobrzyński esteve no Brasil para entrevistar Paiva Netto.

“'O sonho do Dr. Zamenhof está vivo no entusiasmo de tantos esperantistas por todo o mundo', escreveu o polonês Roman Dobrzyński, jornalista, diretor de documentários e esperantista. Isto ele viu na generosidade de mais de 100 mil pessoas, que estavam presentes na inauguração do Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, e na adoção da língua internacional pela Legião da Boa Vontade. Estas palavras do ex-vice-presidente da Associação Universal de Esperanto põe à luz o enorme potencial da interação do Ecumenismo e do Esperanto.

"Isso pode ser um exemplo e começo do crescimento do círculo das comunidades que se identificam com a divina ideia de Amor e Fraternidade. Num constante crescimento, este alcance pode incluir novos movimentos e organizações, para a salvação do mundo, para a segurança e o bem da Humanidade. Semelhantes ideias surgiram nos últimos séculos, por exemplo, ― a doutrina Bahá'í para o estabelecimento gradual da paz, justiça e unidade em todo o mundo ― numa força para a unidade de Deus, das religiões e unidade humana.

"No século XX, surgiram muitos movimentos sociais: os movimentos pacifistas, movimento contra a violência, movimento internacional dos ecologistas, que mostram os sinais de perigosas mudanças no meio ambiente em razão da poluição e superaquecimento da atmosfera e hidrosfera, os movimentos para a proteção das plantas e espécies animais, e muitas outras organizações que se preocupam com o futuro das novas gerações. 

O que é 'progresso da destruição'?, pergunta Paiva Netto. '― A poluição assassina, o aumento do efeito estufa e a ferida na camada de ozônio, cuja tarefa é defender a vida na Terra, incluída a dos próprios promotores de tantos males (...) põem em perigo a si mesmos, a pátria e a família'. E cita o Apóstolo Pedro: 'Tende, antes de tudo, ardente Amor uns para com os outros, porque o Amor cobre uma multidão de pecados'. 'Fazer revolução', prossegue Paiva Netto, isto: com ardente Amor, ou seja, com paixão, Fé e Boa Vontade, sacudir as Almas, despertar os Espíritos, iluminando sua consciência, sem conduzir os seres humanos à dor ou à morte'.    

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Mahatma Gandhi, Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela.

“'Quase dois milênios depois, Gandhi, o ícone indiano da filosofia da não violência, declarou: ‘Quando o Homem chega à plenitude do Amor, neutraliza o ódio de milhões’. E, como fez o próprio Mahatma, indica ao povo o caminho da libertação'. (Paiva Netto, p. 150). O caminho da resistência pacífica de Mahatma Gandhi recomendando a não violência deu independência à Índia, seguida de Martin Luther King Jr., na América, e Nelson Mandela, na África.

"(...) A Boa Vontade não é uma abstração, mas uma ideia incessantemente regenerada em diversos lugares do mundo de diversas maneiras. Isto é, eventos e manifestações que têm sempre foco e objetivo comuns: a salvação da Humanidade da exterminação em razão do assustador poder das armas, que aumentam a cada ano, em razão do crescimento demográfico, esgotamento dos recursos naturais, extinção das espécies biológicas como resultado das atividades industriais, que crescem exponencialmente etc., etc.

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Emmanuel

"Por isso, Paiva Netto cita as palavras do guia espiritual Emmanuel: 'Passem a procurar um caminho novo, o do entendimento, até que caiam as muralhas das desavenças, permitindo assim que o Sol da Paz passe a brilhar onde reinava a escuridão'. Ética, Ecumenismo, Esperanto, Ecologia... são realidades da Consciência Humana. Devem servir como apoio um ao outro. Então, eles se tornarão uma grande potência. (...)

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Eleanor L. Doan

"A relação ética entre almas humanas e o respeito entre diferentes culturas, comunidades linguísticas e nações, entre religiões. A conservação das espécies: equilíbrio ecológico e salvação da Terra como uma joia única. Para a realização destas tão grandes ideias, nós precisamos de pessoas de caráter forte. Paiva Netto nos dá exemplo sobre os cristãos pioneiros: 'Neles buscar a vivência que precisa ser repetida neste mundo, qual seja, a da Paz: ‘Da multidão dos que creram, era um o coração e a alma. (...) E assim, perseguidos por todos os meios, passaram a viver em comunidade, não havendo necessitados entre eles, porque todos se socorriam, cada qual com o que possuía’' (Atos dos Apóstolos de Jesus). 'Não confundamos pacifismo com debilidade de caráter', diz Paiva Netto, e cita Eleanor Doan: 'Qualquer pusilânime pode louvar a Cristo, todavia é preciso ânimo forte para segui-Lo'.

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Madre Tereza de Calcutá, Desmond Tutu, Nelson Mandela, Dalai-Lama, Kofi Annan e Edgar Mitchell.

"A força mental baseia-se na unidade e auxílio mútuo entre os seguidores das grandes ideias. Mas as pessoas que criam as ideias e lideram os movimentos devem suportar um peso enorme em seu destino. É difícil enumerar as ações de Paiva Netto: líder espiritual, escritor, compositor, arranjador. Muitas personalidades eminentes do nosso tempo apoiaram e sustentam a sua causa: Madre Tereza de Calcutá, o Arcebispo Desmond Tutu, Nelson Mandela, Dalai-Lama, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, o astronauta americano Edgar Mitchell, etc.

"Paiva Netto é um homem que dedicou a sua vida a este mundo do futuro. Estou profundamente convencido de que ele é a pessoa a quem o Comitê Nobel deve outorgar o prêmio da Paz. E não somente como um reconhecimento merecido por seu trabalho titânico em prol do Amor e Fraternidade entre os seres humanos, mas como início da união de todas as pessoas sinceras e humanas do planeta em nome de uma nova Civilização de Boa Vontade."