O Senhor do Futuro

Artigo publicado no Jornal A Tribuna, sexta-feira, 16 de agosto de 2013.

Em mais uma bela página de sua incansável defesa dos reais valores do Apocalipse, Paiva Netto apresenta o último livro da Bíblia Sagrada como “o fim do horror, porque desmascara o erro, afastando o medo”, qualidades que lhe são conferidas, como explica, pela Divina Autoridade Espiritual de seu Autor, Jesus.

Boa leitura e excelente vivência desses valores!

Os editores

Tela: Yongsung Kim

Título da obra: Walking on Water.

A Intuição Divina é, em cada um de nós, a própria Razão do Criador. Por isso, quando efetivamente a cultivamos, o Senhor do Futuro nos avisa, com antecedência, a respeito dos fatos vindouros, pequenos ou grandes. Se O levamos a sério ou não, é outro caso.

Destaco da mensagem do Profeta Amós, em seu livro no Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, 3:7, estas palavras que publiquei em As Profecias sem Mistério (1998): “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma sem primeiro revelar o seu segredo aos Seus servos, os Profetas”.

John Lukacs

E essa mesma intuição nos mostra que significativos ideais não nasceram para poucos desafios. Por exemplo, o Ecumenismo dos Corações — aquele que nos convence a não perder tempo com ódios e contendas estéreis, mas a estender a mão aos caídos, pois se comove com a dor; tira a camisa para vestir o nu; contribui para o bálsamo curativo do que se encontra enfermo; protege os órfãos e as viúvas, como ensina Jesus, no Evangelho, segundo Mateus, 10:8 — é um planejamento resultante do Gênio dos gênios, Deus, para uma vida em sociedade mais fraterna e justa neste mundo. Porém, como escreveu o historiador John Lukacs: “As ideias só importam quando os homens as encarnam”.

ADENDO — Ecumenismo dos Corações

O Ecumenismo dos Corações é aquele que nos convence a não perder tempo com ódios e contendas estéreis, mas a estender a mão aos caídos, pois se comove com a dor, tira a camisa para vestir o nu, contribui para o bálsamo curativo de quem se encontra enfermo, protege os órfãos e as viúvas, como ensina Jesus (Atos de Caridade recomendados por Ele, em Seu Evangelho, particularmente nos relatos de Mateus, 10:8 e 25:35 a 45),  e sabe que a Educação com Espiritualidade Ecumênica é fundamental para o sustentamento de um povo, porque Ecumenismo é Educação aberta à Paz, para o fortalecer de uma nação (não para que domine as outras), portanto, o abrigo de um país e a sobrevivência do orbe que nos agasalha como filhos nem sempre bem-comportados. Basta lembrar o lamentável fenômeno do aquecimento global, cada vez menos desmentido pelas maiores cabeças pensantes do mundo. (...) Os vanguardeiros — ecólogos, políticos e cientistas de ponta — já procuram soluções práticas para conter a poluição, que nos envenena desde o útero materno.

Leia também o capítulo “Os Quatro Pilares do Ecumenismo”, constante de meu livro Reflexões da Alma, em que discorro ainda sobre o Ecumenismo Irrestrito, o Ecumenismo Total e o Ecumenismo Divino.

O Apocalipse não é um bicho de sete cabeças

Meus Amigos e meus Irmãos, muita gente pensava que a revelação profética estivesse circunscrita ao último livro das Sagradas Escrituras. Entretanto, o Apocalipse, o Livro das Profecias Finais, permeia toda a Bíblia Sagrada, exatamente por ser uma Divina Revelação, uma carta de Amor de Deus a Seus filhos, uma antecipada advertência a respeito dos perigos que podem advir à Humanidade, por obra dela mesma, e não do Supremo Criador.

Arquivo BV

Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da LBV.

Como este ainda é um mundo de expiações, há pessoas que equivocadamente o veem como tenebrosa mensagem, capaz de nos tirar o sono, como se fôssemos frágeis crianças amedrontadas. O Apocalipse não é um bicho de sete cabeças; bicho de sete cabeças é não lê-lo. Por isso, para entendê-lo, costumo afirmar, neste campo ecumênico da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, que o Apocalipse, em última análise, é o livro mais promissor da História, porque anuncia a Volta Triunfal do Cristo, como concluía Alziro Zarur (1914-1979). E, da mesma forma, pregamos a Política Divina, Política para o ser humano e, guardem bem, para o seu Espírito Eterno. Preparemo-nos, então, com esse conhecimento evangelizador, para nos tornar íntimos do seu significado transformante. E, por intermédio do Centro Espiritual Universalista*1 (CEU), promoveremos o desenvolvimento de nossa mediunidade, carisma, sensitividade ou paranormalidade, isto é, a nossa qualificação de entremear vida material e extrafísica, de modo que participemos do novo Céu e da nova Terra (Apocalipse de Jesus, 21:1), com a descida da Nova Jerusalém (Apocalipse do Cristo, 21:2 e 10), que baixa do Alto, isto é, da Pátria Espiritual. Assistiremos, pois, à aliança consciente dos dois mundos: o Superior com o humano. Daí a importância do Templo da Boa Vontade*2 (TBV) — que une à Humanidade de Cima a Humanidade de baixo, como escrevi a respeito da sua notável abrangência*3: Céu–Terra, Terra–Céu, poderosa alavanca para efetivar a Revolução Mundial dos Espíritos de Luz*4. Graças a todo esse discernimento, aprendemos que o Apocalipse não é um livro infernal. É infernal para os infernais... Ele próprio ensina, reforçando a advertência do Cristo no Evangelho, que “a cada um será dado segundo as suas próprias obras” (Apocalipse de Jesus, 22:12). E é precisamente a Profecia que nos dá conforto, porque consolar é também alertar, avisar do perigo que corremos se nos afastarmos do comportamento ético abençoado pelo Criador e intrinsecamente desejado por Suas criaturas, crentes ou ateias. Há ateus mais caridosos que alguns religiosos, que se vão rebelando contra a impunidade desagregadora de todo esforço social e espiritual (...).

Vivian R. Ferreira

Conforto do Apocalipse

Por esse motivo, o Cristo, o Mestre do Ecumenismo, adverte, com insistência, que Seus discípulos devem ser persistentes até o fim: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também Eu te livrarei da hora da tormenta que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a Terra” (Apocalipse, 3:10).

O último livro da Bíblia Sagrada jamais poderá ser entendido como uma loteria ou simples descrição de pavores. Tal coisa não se coaduna com sua missão seriíssima e elevada, pois em suas advertências a Alma se revigora, de modo a enfrentar e vencer os embates da existência.

O Apocalipse, que tanto temor gera, é mal compreendido, pois não deve provocar pânico — já o dissemos tantas vezes —, a não ser aos que atuam contra si próprios ou contra si mesmas. Estes são os que se associam ao crime, às perseguições, às torturas, aos malefícios sobre os seus semelhantes. O Livro das Profecias Finais apenas contém o relato das consequências de nossas boas ou más ações. Se há algo para temer, caso não nos apressemos a corrigi-los, são os resultados dos males que praticarmos.

O Evangelho-Apocalipse do Cristo, na verdade, é o fim do horror, porque desmascara o erro, afastando o medo. O ser humano receia o desconhecido. Quem teme persegue e, se possível, destrói. Por isso, a Divina Autoridade Espiritual de Jesus dá às revelações apocalípticas uma envergadura humano-espiritual cósmica que nenhum outro autor, por mais inspirado que seja, poderia outorgar a esse texto, tão importante para a sobrevivência dos povos. Entretanto, aquele que nele buscar sensacionalismo estará abrindo a obra errada.

Coração generoso

Luiz Barcelos

Leonardo Boff 

O teólogo e professor Leonardo Boff lançou, em São Paulo, Francisco de Assis e Francisco de Roma: uma nova primavera na Igreja?, no qual ressalta que ser Francisco de Assis corresponde à Tradição de Jesus Cristo e à exigência evangélica. É a opção pela simplicidade e confraternização entre todos os povos, a natureza e o planeta Terra”.

O distinto professor Boff mandou-me, com a generosidade de sempre, um exemplar com esta dedicatória: Para Paiva Netto, que sua mensagem de paz seja reforçada pelo Papa Francisco”.

Comovido e grato.

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*1 Centro Espiritual Universalista (CEU) — Definido pelo saudoso Irmão Zarur como “toda a alma da Religião de Deus”, pois lhe institui os marcos doutrinários e dispõe sobre seus valores espirituais iniciáticos. Exalta a prece sincera e o trabalho no Bem como roteiros para a integração consciente da criatura com o Criador, por intermédio da paranormalidade ou sensitividade, que Zarur denominou “Mediunidade Direta”. Trata-se da reeducação mediúnica proposta por Paiva Netto, constantemente destacada pelo nobre Dr. Bezerra de Menezes (Espírito). Leia mais sobre o assunto nas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, volume 2, no capítulo “Quanto às Lições do CEU da Religião de Deus”.

*2 Templo da Boa Vontade — O monumento mais visitado de Brasília/DF está localizado na Quadra 915, Lotes 75 e 76, tel.: (61) 3114-1070.

*3 Notável abrangência do Templo da Boa Vontade — O tema é abordado no capítulo “Quanto à Abrangência do Templo da Boa Vontade”, constante do segundo volume da coleção Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, de Paiva Netto.

*4 Revolução Mundial dos Espíritos de Luz — Ao título criado por Alziro Zarur, Paiva Netto acrescentou “de Luz”, pois essa Revolução surgiu para iluminar o ser humano e seu Espírito Eterno, esclarecendo a todos que o “Mundo Espiritual não é uma abstração”. Outras informações sobre o assunto estão no livro Voltamos!, também de Paiva Netto, publicado pela Editora Elevação.

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV). Membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter), é filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na defesa dos direitos humanos e na conceituação da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem "o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno".

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