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Globalização da Fraternidade

Artigo publicado no jornal O Estado do Paraná, em 29/07/2007.



Da revista Boa Vontade separei mais um pequeno relato sobre a participação que, representando o Brasil, tivemos no High-Level Segment 2007, no Palais des Nations, escritório central da ONU em Genebra, entre 2 e 5 deste mês:

“Nos primeiros dias do evento, importantes autoridades compareceram ao estande da LBV, a exemplo do Embaixador da Índia na Suíça e no Estado do Vaticano, sr. Amitava Tripathi, que veio especialmente da cidade onde reside, Berna, para encontrar-se com integrantes da LBV, oportunidade em que expressou seu entusiasmo acerca da revista Globalização do Amor Fraterno. ‘O trabalho da LBV é muito importante no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, porque não é só relevante para o Brasil, mas para toda a Humanidade. A pobreza, a fome, a falta de educação básica, são problemas sérios que afetam a todos. Para evitar ou preveni-los, eles precisam ser abordados apropriadamente, discutidos em âmbito mundial, e é por isso que parabenizo a LBV’”.

Gratidão

Por sinal, com muita honra para mim, recebi também este recado da dra. Michele Billant-Fedoroff, chefe adjunta da Seção de ONGs do Conselho Econômico e Social da ONU (Ecosoc), no qual a LBV possui status consultivo geral: “Senhor Paiva Netto, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, soube dos trabalhos extraordinários que fazem no Brasil. Ele conhece o senhor e a sua grande Organização e os encorajou a continuar nessa ação, agora bem conhecida no mundo”.

Muito grato ao Embaixador Amitava Tripathi e à dra. Michele!

Ecumenismo que se sobrepõe ao “choque de culturas”

Na mensagem especial que encaminhamos a Genebra, esclareço a nossa visão abrangente de ecumenismo, a qual se sobrepõe ao apregoado “choque de culturas” — que pode arrastar as populações a uma guerra descomunal, possivelmente diversa e pior do que até há pouco fora imaginada —, transcrevendo trecho publicado na revista Sociedade Solidária (7ª edição), levada pela representação da LBV à ONU, em várias edições, a partir de 2000:

Ecumenismo — Educação aberta à Paz

(...) Quando falamos em ecume­nismo, queremos dizer Uni­versalismo, Fraternidade sem fronteiras, Solidariedade internacional, visto que entendemos a Humanidade como uma família. E não existe uma só em que todos os filhos tenham o mesmo comportamento. Cada um é um cosmos independente, o que não significa que esses “corpos celestes” tenham de esbarrar uns nos outros. Seria o caos. (...) Reportamo-nos, então, ao Ecumenismo dos Corações, aquele que nos convence a não perder tempo com ódios e contendas estéreis, mas a estender a mão aos caídos, pois se comove com a dor; tira a camisa para vestir o nu; contribui para o bálsamo curativo do que se encontra enfermo; protege os órfãos e as viúvas; sabe que a Educação com Espiritualidade Ecumênica tornar-se-á cada vez mais fundamental para o progresso dos povos, porque ecumenismo é Educação aberta à Paz; para o fortalecer de uma nação (não para que domine as demais); portanto, o abrigo de um país, qualquer que o seja, e a sobrevivência do Orbe, que nos agasalha como filhos nem sempre bem-comportados.

Basta lembrar o lamentável fenômeno do aquecimento global, a cada dia mais denunciado pelas maiores cabeças pensantes do mundo. (...) Os vanguardeiros — entre eles, ativistas ecológicos, políticos e cientistas de ponta — já procuram e empreendem soluções práticas para conter a poluição que nos envenena desde o útero materno.
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